Wellington Fagundes sai em defesa de vice após denúncia de c
O candidato ao governo Wellington Fagundes manifestou confiança na inocência de seu vice, Reinaldo Morais, alvo de ação do MPE por danos ambientais bilionários.
O candidato ao governo Wellington Fagundes manifestou confiança na inocência de seu vice, Reinaldo Morais, alvo de ação do MPE por danos ambientais bilionários.
O candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), manifestou publicamente sua confiança na inocência de seu companheiro de chapa, o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco” (Novo). A declaração ocorre em meio a graves acusações movidas pelo Ministério Público Estadual (MPE), que aponta danos ambientais estimados em R$ 2,8 bilhões envolvendo a empresa Suinobrás Alimentos.
Ao ser indagado sobre o tema, Fagundes defendeu que a trajetória profissional de Morais é incompatível com a prática de delitos contra o meio ambiente. O MPE sustenta que a Suinobrás teria sido responsável pelo descarte irregular de efluentes líquidos e pela contaminação do solo em uma região situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Paraguai.
“É possível imaginar que alguém com uma responsabilidade produtiva dessa magnitude cometeria um crime ambiental? Eu acredito que não”, declarou o candidato na última quinta-feira (20), logo após participar de uma sabatina na sede da Aprosoja.
Para reforçar seu ponto de vista, Wellington destacou o prestígio nacional de Reinaldo Morais no setor de suinocultura. Segundo o candidato, o empresário também se destaca como o maior produtor de spirulina da América Latina, um segmento que, conforme argumentou, exige um rigoroso controle de preservação ambiental.
“O Reinaldo é um grande produtor de proteína animal e uma referência no Brasil. Além disso, ele lidera a produção de spirulina na América Latina, um produto derivado de algas que demanda um cuidado ambiental extremamente elevado, realizado em conjunto com a atividade de suinocultura”, afirmou Fagundes.
O postulante ao Palácio Paiaguás enfatizou que a definição sobre a culpabilidade ou inocência de qualquer cidadão é uma prerrogativa exclusiva das instituições de controle e do Poder Judiciário. “Quem define a inocência de cada cidadão é o órgão que acusa e a Justiça, que julga. Eu acredito na inocência dele”, reiterou.
O processo que tramita no Estado investiga especificamente a contaminação de recursos hídricos e do solo na região da APA Nascentes do Rio Paraguai, localizada no município de Alto Paraguai. Conforme os documentos que compõem a ação judicial, o vazamento de resíduos teria ocorrido a partir de uma das lagoas do sistema de tratamento da granja por um período de 1.084 dias, compreendido entre março de 2016 e março de 2019.
Além da questão ambiental, a Suinobrás enfrenta outros desafios jurídicos. A empresa é alvo de um processo movido pela Poli Nutri Alimentos, que cobra o pagamento de R$ 5 milhões, valor referente ao suposto descumprimento de um acordo para a quitação de uma dívida financeira.
Fonte: midianews.com.br