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Várzea Grande estuda introdução da cafeicultura para impulsi

Prefeitura de Várzea Grande avalia viabilidade técnica e econômica para implementar o cultivo de café entre pequenos produtores rurais com apoio do programa MT Produtivo.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande deu início a um ciclo de debates voltado à possível introdução da cafeicultura entre os agricultores familiares do município. O objetivo central da iniciativa é diversificar as fontes de renda no campo e buscar suporte financeiro por meio do programa MT Produtivo, gerido pelo Governo de Mato Grosso, com a intermediação da COOPLÍDER.

Até o momento, foram realizados dois encontros que reuniram representantes do setor, além de especialistas da Embrapa, Empaer, Sindicato Rural, Senar e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável local. O projeto encontra-se em fase de estruturação, dependendo estritamente de análises que atestem a viabilidade técnica e econômica do cultivo de café na região.

Entre os critérios técnicos sob avaliação estão a qualidade do solo, o regime pluviométrico anual, a necessidade de insumos e adubação, bem como a disponibilidade hídrica e a infraestrutura de irrigação necessária. O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressaltou que a prefeitura atuará como um suporte técnico fundamental para os produtores.

"Nosso papel é oferecer todo o auxílio técnico, por meio da Empaer e da nossa secretaria. Contudo, não vamos incentivar uma atividade sem a devida segurança. É indispensável verificar o perfil do produtor, o interesse, a disponibilidade de água e as condições de irrigação. Buscamos um projeto seguro e sustentável" , afirmou Amorim. Ele pontuou ainda que a análise será feita individualmente, considerando que algumas propriedades já contam com poços artesianos e sistemas de irrigação.

A proposta financeira em estudo pela COOPLÍDER prevê a captação de até R$ 3,6 milhões. Desse montante, R$ 3 milhões seriam provenientes de recursos não reembolsáveis, enquanto os R$ 600 mil restantes (20%) seriam a contrapartida da própria cooperativa. O capital seria destinado à compra de mudas, adubos, equipamentos de irrigação e outras estruturas essenciais para a cadeia produtiva.

Para João Paulo Moura, representante da COOPLÍDER, o café pode se tornar uma alternativa de longo prazo, funcionando como uma reserva financeira para o pequeno agricultor. "O café é uma cultura rentável, mas exige planejamento. Se o produtor tiver o perfil adequado, é possível alcançar uma produtividade de cerca de 100 sacas por hectare. O fundamental é realizar os cálculos de custos e garantir que a estrutura suporte a atividade" , explicou.

As projeções da cooperativa indicam que um hectare pode produzir 100 sacas anuais, com uma receita bruta estimada em R$ 100 mil, considerando o preço de R$ 1 mil por saca. Com custos operacionais calculados em R$ 40 mil, o produtor teria um resultado líquido de R$ 60 mil, ou uma média mensal de R$ 5 mil. Moura reforçou que a cooperativa também pretende atuar na compra da produção, garantindo mercado aos agricultores.

Antes de qualquer investimento, a equipe técnica realizará visitas aos assentamentos para mapear as áreas e o perfil dos interessados. A prefeitura também mantém um plano de contingência caso a cafeicultura não se mostre viável em certas regiões. "Precisamos diversificar. Se o café não for a melhor opção, temos a fruticultura, que já possui histórico de sucesso no município e pode receber novos investimentos" , concluiu o secretário Ricardo Amorim.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br