Surtos de salmonela na Europa: entenda o aumento dos casos
Os surtos de salmonela na Europa crescem e preocupam autoridades. Confira agora os dados sobre a incidência da doença e os riscos para a saúde pública.
Os surtos de salmonela na Europa apresentam um crescimento silencioso e preocupante, colocando as autoridades sanitárias em estado de alerta. A incidência da doença atingiu patamares não observados há anos, afetando o consumo de produtos básicos como laticínios, carnes de aves, ovos e até sementes de abóbora.
Recentemente, a Bélgica enfrentou um surto recorde em agosto, com mais de 300 pessoas infectadas após o consumo de ovos. Este cenário reflete uma tendência observada desde 2020, quando o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) identificou um aumento constante nas infecções alimentares.
Monitoramento dos surtos de salmonela na Europa
Dados do ECDC apontam que bebês e crianças com até quatro anos são os grupos mais vulneráveis. Entre maio de 2025 e agosto de 2026, o continente registrou 341 casos confirmados, sendo que quase metade dessas ocorrências foi notificada apenas a partir de maio de 2026.
A distribuição geográfica dos casos registrados pelo ECDC nesse período destaca os seguintes países:
Reino Unido: 207 casos (número revisado posteriormente para 474). Países Baixos: 106 casos. Bélgica: 15 casos (excluindo o surto recorde recente). Alemanha, França, Áustria e Dinamarca: números menores, variando entre 1 e 6 casos. Investigações no Reino Unido sugerem que a contaminação ocorreu principalmente em refeições fora de casa. Portanto, o problema não parece estar restrito ao preparo doméstico dos alimentos.
Em 2024, o cenário na União Europeia foi marcado por números expressivos em grandes nações. Alemanha, França e Espanha lideraram as estatísticas de infecção, enquanto países como Chipre, Estônia e Malta reportaram as menores incidências.
A salmonelose é causada por um grupo de bactérias com mais de 2.500 variedades, embora apenas cerca de 100 sejam patogênicas para humanos. A transmissão ocorre habitualmente pelo consumo de carne, aves e ovos crus ou mal cozidos, além de leite não pasteurizado.
Além disso, as condições climáticas desempenham um papel crucial na propagação. O tempo mais quente e a falta de refrigeração adequada favorecem a proliferação bacteriana, tornando o verão um período de maior risco para a saúde pública.
Embora a maioria dos pacientes se recupere em uma semana, a doença pode ser grave para idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) estima que mais de 91.000 casos ocorram anualmente no bloco.
Por fim, o impacto econômico da salmonela é significativo. Estima-se que os custos diretos com saúde, internações e perda de produtividade alcancem 3 mil milhões de euros por ano. Para acompanhar outras atualizações, acesse a nossa categoria de saúde.
Fonte: pt.euronews.com