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RGA de Pivetta se arrasta há três eleições enquanto servidores cobram 18,38% de perdas

A promessa de garantir a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos acompanha Otaviano Pivetta (Republicanos) há três eleições e continua sendo apresenta

A promessa de garantir a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos acompanha Otaviano Pivetta (Republicanos) há três eleições e continua sendo apresentada como compromisso de futuro.

A RGA estava no plano da chapa de Mauro Mendes e Pivetta em 2018, voltou à proposta de reeleição em 2022 e agora reaparece no plano para 2027-2030. Em 2018, os dois prometeram assegurar os direitos dos profissionais da Educação, “inclusive garantindo a RGA”.

Pivetta assumiu o Governo em janeiro de 2019 e, naquele ano, a revisão não foi concedida. As restrições impostas pela legislação federal durante a pandemia impediram reajustes em 2020 e 2021. Nos anos seguintes, o Governo voltou a conceder revisões, mas a discussão sobre perdas acumuladas permaneceu. Em 2022, Mauro e Pivetta novamente prometeram “assegurar o respeito à lei que prevê a concessão de revisão geral anual aos servidores públicos”.

Agora, em 2026, entidades sindicais cobram 18,38% de recomposição, índice calculado pelos sindicatos para recuperar perdas acumuladas e que não é reconhecido pelo Governo como dívida. Ao mesmo tempo, o novo plano de Pivetta volta a prometer a concessão anual da RGA, condicionada às regras legais e orçamentárias.

O contraste está no próprio documento do candidato: depois de quase oito anos no Governo, Pivetta afirma que a atual gestão assegurou a “concessão e quitação” da RGA e aponta reajuste acumulado de 33% aos servidores. Se a questão está resolvida, por que a RGA continua sendo apresentada como promessa eleitoral? A cobrança de 18,38% feita pelas entidades sindicais mostra que, para uma parcela dos servidores, a conta ainda não foi encerrada. E a promessa para conquistar os eleitores “servidores”, que são milhares, continua.