Ajuda à Ucrânia: Trump pede reembolso aos países europeus
O presidente Donald Trump quer que a Europa reembolse os EUA pela ajuda à Ucrânia. Confira os detalhes e o impacto humanitário no conflito.
ajuda à Ucrânia — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , anunciou recentemente que pretende solicitar o reembolso da ajuda financeira e militar concedida à Ucrânia durante o governo de seu antecessor, Joe Biden. O mandatário defende que as nações europeias deveriam ter assumido uma parcela maior dos custos relacionados ao apoio ocidental no conflito contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos.
Em publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump declarou que centenas de bilhões de dólares foram destinados à Ucrânia e à OTAN de forma gratuita. O presidente argumentou que, caso houvesse uma solicitação formal, a Europa teria arcado com esses pagamentos. Ele afirmou que buscará o ressarcimento, ainda que o processo ocorra com certo atraso.
Trump exige reembolso da ajuda à Ucrânia
Embora tenha feito a declaração, o líder norte-americano não especificou quais países seriam alvo da cobrança. Além disso, Trump aproveitou o comunicado para desmentir rumores sobre uma possível escassez de munições nas forças armadas dos EUA em meio aos conflitos atuais. Ele garantiu que o país possui estoques ilimitados de alta qualidade e que a produção segue em níveis recordes.
Para garantir a segurança nacional, o governo suspendeu temporariamente as exportações de armamentos. Segundo o presidente, o foco atual é o reabastecimento interno, embora as vendas para aliados devam ser retomadas em breve. Dados oficiais detalham a magnitude do suporte financeiro enviado até o momento:
O Congresso autorizou 195 bilhões de dólares em despesas ligadas à guerra até março deste ano. Desde 2014, os EUA forneceram cerca de 69,7 bilhões de dólares em ajuda militar total. Desde agosto de 2021, foram realizadas 55 operações de emergência para transferência de material bélico. Por outro lado, a situação humanitária no terreno continua crítica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou que um de seus principais armazéns na Ucrânia foi atingido por um ataque aéreo durante a noite. Este foi o terceiro incidente do tipo registrado nos últimos três meses, evidenciando um padrão preocupante de ataques contra instalações de ajuda humanitária.
O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, confirmou que o armazém localizado na região de Kiev sofreu danos significativos. Embora nenhum funcionário tenha se ferido, o acesso ao local permanece restrito devido ao fumaça e riscos de segurança. A organização ainda avalia a perda total de estoques médicos essenciais destinados a áreas de difícil acesso.
Lindmeier ressaltou que, em 2026, pelo menos 20 ataques atingiram depósitos de suprimentos humanitários no país. Destes, 15 tinham como alvo materiais ligados à saúde. O porta-voz reforçou que todas as localizações da ONU e da OMS são devidamente comunicadas às partes envolvidas no conflito, conforme as normas internacionais.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a agência da ONU já verificou mais de 3.000 ataques contra o setor de saúde ucraniano. O direito internacional humanitário protege unidades de saúde e sistemas médicos, mas a recorrência dos bombardeios desafia a continuidade das operações de socorro. Para acompanhar mais desdobramentos sobre este conflito, acesse a nossa categoria de notícias internacionais.
Fonte: pt.euronews.com