Projeto Escrever é uma Aventura transforma hiperfoco em
O Projeto Escrever é uma Aventura utiliza hiperfocos de crianças atípicas para estimular a escrita. Confira agora como essa iniciativa promove o aprendizado.
O Projeto Escrever é uma Aventura utiliza os interesses específicos de crianças neurodivergentes para transformá-los em obras literárias. Recentemente, pacientes da Clínica Multidisciplinar da Unimed Cuiabá, situada no bairro Jardim Cuiabá, celebraram o lançamento do livro produzido durante as atividades do programa.
A iniciativa surgiu após uma avaliação com pais no final de 2025, que apontou desafios significativos no processo de escrita dos pacientes. Em fevereiro de 2026, o projeto iniciou com um único participante e, devido ao sucesso, foi ampliado para outras crianças.
O impacto do Projeto Escrever é uma Aventura no desenvolvimento infantil
Para participar, a criança deve ter pelo menos oito anos e já possuir contato inicial com a alfabetização escolar. A metodologia baseia-se nos chamados hiperfocos, que são os assuntos de maior interesse de cada paciente. Ao utilizar esses temas, a escrita deixa de ser uma tarefa escolar e ganha um propósito real.
A fonoaudióloga Viviane Cardoso da Silva, responsável pela iniciativa, destaca a importância dessa abordagem. Segundo a especialista, falar sobre o tema favorito melhora o desempenho terapêutico e facilita a organização das ideias durante a produção textual.
O processo de criação envolve diversas etapas pedagógicas e terapêuticas, tais como:
Pesquisa e seleção de conteúdos sobre o tema de interesse; Estruturação do texto com capa, índice, conclusão e agradecimentos; Desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e linguísticas; Estímulo à consciência fonológica e ao vocabulário. Além disso, o projeto trabalha a linguagem de forma integral, abrangendo aspectos expressivos e receptivos. A consciência linguística é trabalhada para que a criança compreenda a relação entre o que ouve, fala e escreve, fortalecendo a associação entre fonemas e grafemas.
Os resultados observados superam a simples produção de textos. Muitos participantes relataram um aumento no gosto pela escrita e uma expansão significativa do vocabulário. A fonoaudióloga ressalta que o projeto também promove habilidades como a consciência sintática, semântica e ortográfica.
A participação da família é outro pilar fundamental do processo. Viviane enfatiza que os pais atuam como modelos de leitura e escrita, sendo essenciais para criar um ambiente positivo que favoreça o desenvolvimento da criança. Para mais informações sobre o setor de saúde, acompanhe as últimas notícias em nosso portal.
Ver as próprias histórias impressas proporciona aos pacientes um sentimento de valorização e pertencimento. O lançamento do livro simboliza, portanto, a celebração de cada esforço e a coragem de cada criança ao se reconhecer como autora de sua própria trajetória.
Fonte: midianews.com.br