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Professores da rede municipal de Tangará da Serra iniciam gr

Docentes de Tangará da Serra paralisaram atividades em busca da Revisão Geral Anual de 6,29%, pendente desde maio, além de melhorias na infraestrutura escolar.

Docentes de Tangará da Serra paralisaram atividades em busca da Revisão Geral Anual de 6,29%, pendente desde maio, além de melhorias na infraestrutura escolar.

Educadores da rede municipal de ensino de Tangará da Serra, município localizado a 242 km de Cuiabá, deflagraram uma greve para exigir o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). A paralisação, que ocorre de maneira progressiva desde o início desta semana, já atinge quatro das 24 unidades escolares da cidade.

Francisca Alda Ferreira Lima, presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), explica que a categoria aguarda o reajuste de 6,29% desde o mês de maio. Segundo a representante sindical, a administração municipal tem alegado que o índice de gastos com pessoal ultrapassou o limite legal, impedindo a concessão do benefício.

Para o sindicato, a justificativa apresentada pela prefeitura não é aceitável. Francisca argumenta que a arrecadação do município é suficiente para cobrir o reajuste, especialmente considerando que todos os tributos municipais sofreram correção ao longo deste ano. "O servidor está arcando com o aumento de todos os impostos, mas não recebe a reposição salarial devida", pontuou.

Além da questão salarial, a pauta de reivindicações dos professores é extensa. A categoria exige a implementação da hora-atividade para os docentes contratados e a convocação imediata dos candidatos aprovados no concurso público realizado em 2013.

Os profissionais também pleiteiam uma participação mais ativa do sindicato nos conselhos municipais de educação. Outro ponto central do movimento é a melhoria das condições de trabalho, com pedidos que incluem reformas estruturais nas escolas, investimentos em bibliotecas, laboratórios de informática e de ciências, além da instalação de coberturas nas quadras poliesportivas.

O secretário municipal de Educação, Adriano Fernandes, declarou que a prefeitura ainda está contabilizando o impacto da paralisação. Como a adesão não é total, o atendimento aos alunos ocorre de forma irregular, com algumas instituições funcionando parcialmente, dependendo da decisão individual de cada professor.

A gestão municipal, representada pelo prefeito Fábio Junqueira (PMDB), optou por não se manifestar sobre as reivindicações da categoria neste momento.

O impacto da greve já é sentido pelas famílias. No Centro Municipal de Ensino Tânia Arantes Junqueira, situado no Bairro Parque das Mansões, as atividades foram totalmente suspensas devido à adesão integral do corpo docente. O microempreendedor José Moura Silva, pai de uma aluna da unidade, expressou preocupação com a situação: "Vou ter que pagar alguém para cuidar da minha filha enquanto as aulas não retornam", lamentou.

Fonte: g1.globo.com