Estiagem e calor intenso no Centro-Oeste: Alerta de Saúde
O Ministério da Saúde alerta para riscos de estiagem e calor intenso no Centro-Oeste devido ao El Niño. Confira os impactos e medidas de prevenção.
estiagem e calor intenso — O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre a previsão de estiagem, calor intenso e o aumento do risco de incêndios florestais no Centro-Oeste. Este cenário, esperado para a primavera, coincide com a intensificação do fenômeno climático El Niño na região.
Segundo o órgão, os principais reflexos para a saúde pública incluem estresse térmico e problemas cardiorrespiratórios causados pela fumaça. Além disso, o combate ao fogo gera riscos de acidentes, enquanto a escassez de água potável se torna uma preocupação crescente.
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O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o fenômeno influencia o clima global. Para 2026, a agência aponta 97% de probabilidade de o evento atingir alta intensidade até o final do ano.
O período mais crítico para o Brasil deve ocorrer entre outubro deste ano e março de 2027. Durante esse intervalo, o país pode enfrentar diversos desafios sanitários, conforme detalhado pelo Ministério da Saúde. Confira as principais ameaças:
Aumento de casos de doenças respiratórias e cardiovasculares. Proliferação de arboviroses como dengue e chikungunya. Riscos de infecções hídricas, alimentares e episódios de diarreia. Agravamento de condições crônicas e sofrimento psicossocial. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que o calor extremo causou cerca de 120 mil mortes entre 2000 e 2019. A condição climática também eleva o risco de partos prematuros, afetando as mulheres de forma mais severa.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de planos de preparação regionalizados. Portanto, estados e municípios devem antecipar riscos para responder aos impactos específicos de cada território. Para mais informações, acompanhe as últimas notícias sobre o tema.
No Centro-Oeste, o Sistema Único de Saúde (SUS) utiliza o Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana (VigiAr). Essa ferramenta analisa dados ambientais e de saúde de forma integrada. O objetivo é identificar populações vulneráveis e subsidiar a tomada de decisões na rede pública.
Padilha afirmou que a pasta busca estruturar um SUS inteligente, atento aos chamados impactos silenciosos. O ministro relembrou que, durante as enchentes de 2024, surtos de doenças como a dengue foram reflexos diretos da emergência climática.
Cuiabá já conta com um Centro de Informações em Saúde e Clima (Cisc) para antecipar riscos e proteger a população. Além disso, Brasília e Campo Grande dispõem de bases da Força Nacional do SUS, reforçando a capacidade de monitoramento regional.
Fonte: rdnews.com.br