Praça da Mandioca se consolida como polo de boemia e cultura
Após anos de abandono, a histórica Praça da Mandioca, em Cuiabá, vive um renascimento com o fortalecimento da vida noturna, gastronomia e ocupações culturais.
Após anos de abandono, a histórica Praça da Mandioca, em Cuiabá, vive um renascimento com o fortalecimento da vida noturna, gastronomia e ocupações culturais.
A paisagem de degradação que marcou por anos a área dos casarões históricos e da arquitetura tradicional no Centro de Cuiabá deu lugar a um cenário de vitalidade. O entorno da Rua Conde de Azambuja, amplamente reconhecido como Praça da Mandioca, tornou-se o epicentro de uma nova dinâmica urbana, marcada pelo fluxo constante de pedestres e pelo sucesso de diversos estabelecimentos comerciais.
Frequentadores e comerciantes locais definem o espaço como um ponto de encontro plural. "Não temos uma bandeira. Somos a bandeira da Praça da Mandioca. Aqui tem da cultura, da boemia à arte", afirmam os entusiastas da região. O local, que historicamente figura como um dos principais redutos da noite cuiabana, tem observado um crescimento expressivo no movimento, com mesas sempre ocupadas e uma presença constante de grupos diversos.
Essa mudança de paradigma, contudo, transcende o setor gastronômico e o entretenimento noturno. Novas iniciativas têm diversificado as formas de ocupação da praça, conferindo ao espaço múltiplos usos que aproximam tanto os moradores locais quanto os visitantes do patrimônio histórico e das manifestações artísticas e culturais da capital mato-grossense.
Entre os protagonistas dessa revitalização estão os empresários Bárbara Albuquerque e Tadeu Taques. O casal atua na região desde 2015, acompanhando de perto a metamorfose do local. Atualmente, eles gerenciam o "Mandioca Bar", um estabelecimento que evoluiu em sintonia com as transformações observadas no entorno.
Para Tadeu Taques, o projeto possui um forte componente de memória afetiva, já que ele vivenciou sua infância e juventude nas proximidades. Ao observar o descaso e o abandono que a praça enfrentava, o empresário enxergou uma oportunidade de mudança. Ao lado de sua esposa, ele deu início ao primeiro empreendimento, buscando inspiração em modelos de revitalização de centros históricos bem-sucedidos em outras capitais brasileiras.
A trajetória de ocupação da praça reflete um esforço coletivo de valorização do Centro Histórico. O sucesso da iniciativa demonstra como o investimento privado, aliado a uma nova mentalidade de uso do espaço público, pode reverter quadros de esquecimento urbano e devolver à população um dos pontos mais tradicionais da cidade, transformando-o em um polo vibrante de convivência e expressão cultural.
Fonte: midianews.com.br