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Polícia Civil recupera em Cuiabá carga de bebidas desviada p

Uma distribuidora no bairro CPA foi alvo de operação policial após receber mercadorias obtidas por meio de um golpe aplicado contra um atacadista de Campo Grand

Uma distribuidora no bairro CPA foi alvo de operação policial após receber mercadorias obtidas por meio de um golpe aplicado contra um atacadista de Campo Grande.

Agentes da Polícia Civil de Mato Grosso realizaram, na última quinta-feira (19), a apreensão de uma carga de bebidas alcoólicas que teria sido obtida de forma ilícita. O material foi localizado em um estabelecimento comercial situado no bairro CPA, na capital mato-grossense.

Segundo as investigações, os produtos foram retirados de um supermercado atacadista localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mediante um esquema de estelionato. O proprietário da distribuidora, um homem de 30 anos, teve a prisão em flagrante decretada e responderá pelo crime de receptação.

A operação foi deflagrada após um intercâmbio de informações entre as forças policiais de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Ao chegarem ao endereço indicado, os investigadores encontraram um estoque composto por 60 garrafas de uísque e 336 caixas de cerveja em lata.

Em depoimento, o comerciante tentou justificar a presença da mercadoria alegando que estava apenas armazenando os itens para um terceiro, cujo paradeiro ele afirmou desconhecer. Para sustentar sua versão, ele apresentou aos policiais registros de conversas realizadas por meio de um aplicativo de mensagens.

No entanto, a análise do conteúdo das mensagens revelou o contrário. De acordo com a autoridade policial, os diálogos comprovaram que o dono da distribuidora tinha pleno conhecimento de que a carga era fruto de um golpe e que a origem dos produtos era ilícita.

Moradores da região relataram aos agentes que a movimentação de cargas no local era frequente e despertava suspeitas. Após ser detido, o homem teria admitido que parte dos produtos seria mantida no estabelecimento para ser comercializada com preços promocionais, visando atrair clientes.

Como funcionava o golpe

A Polícia Civil detalhou o modo de operação dos criminosos, que atuavam principalmente na região de Três Lagoas (MS). Os estelionatários obtinham acesso a cadastros de clientes que possuíam histórico de compras de bebidas em grandes volumes.

Utilizando os dados dessas pessoas, os golpistas entravam em contato com o supermercado atacadista, passando-se pelos clientes cadastrados para realizar os pedidos. Para evitar questionamentos sobre o destino final da mercadoria, eles informavam que a retirada seria feita pessoalmente no estabelecimento.

Dessa forma, a carga era liberada aos criminosos, mas a cobrança financeira era direcionada indevidamente aos clientes cujos dados haviam sido utilizados no cadastro. O caso segue sob investigação para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

Fonte: g1.globo.com