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Polícia Civil deflagra segunda etapa de operação contra facç

A operação Roleta Russa - Fase 2 cumpriu mandados contra suspeito de lavar dinheiro e dar suporte a liderança de facção criminosa que atua em Mato Grosso.

A operação Roleta Russa - Fase 2 cumpriu mandados contra suspeito de lavar dinheiro e dar suporte a liderança de facção criminosa que atua em Mato Grosso.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira, a segunda fase da operação denominada Roleta Russa . A ação teve como objetivo principal o cumprimento de ordens judiciais contra um indivíduo suspeito de manter vínculos estreitos com uma organização criminosa voltada ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de capitais.

De acordo com as investigações, o alvo da operação atuava como suporte operacional para um integrante do alto escalão de uma facção criminosa, que já cumpre pena há cerca de cinco anos na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Para esta etapa, o Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias expediu um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão. Além das medidas restritivas de liberdade, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros, totalizando até R$ 100 mil em contas vinculadas ao investigado principal, além de um bloqueio de até R$ 20 mil referente a um segundo envolvido e a uma pessoa jurídica sob sua titularidade.

A ofensiva é coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A operação é um desdobramento direto das apurações iniciadas a partir da análise de documentos e dispositivos apreendidos durante a primeira fase da operação, realizada em maio deste ano.

Segundo os investigadores, o suspeito desempenhava um papel fundamental na ocultação e dissimulação de patrimônio ilícito. Ele seria o responsável por operacionalizar transações financeiras complexas, utilizando tanto contas bancárias próprias quanto de terceiros para movimentar os valores da organização.

Um dos pontos centrais da investigação envolve a negociação de veículos. A polícia identificou que o suspeito teria ocultado automóveis ligados ao grupo criminoso. Um desses veículos, avaliado em mais de R$ 150 mil, pertenceria ao detento da PCE, mas foi transferido para o nome de um familiar do investigado para evitar o rastreamento pelas autoridades.

Além disso, o inquérito aponta a participação do suspeito na intermediação da compra de outro veículo, destinado a uma integrante da facção. A polícia também detectou uma série de transações via Pix, rateios e transferências bancárias que, segundo os peritos, demonstram o uso sistemático de contas de terceiros para circular o dinheiro do crime.

A Polícia Civil reforçou que as diligências continuam com o intuito de mapear toda a estrutura da organização criminosa, identificando outros responsáveis pela lavagem de dinheiro e possíveis novos envolvidos no esquema de ocultação de bens.

Vale lembrar que, na primeira fase da operação Roleta Russa, realizada em maio, foram cumpridos 12 mandados judiciais em Cuiabá. Naquela ocasião, o foco da polícia foi desarticular núcleos envolvidos com tráfico de drogas e extorsão, tendo como principal alvo um conselheiro da facção criminosa.

Fonte: sonoticias.com.br