Polícia busca mãe biológica que levou filha de casa de pais
Após obter direito de visita, mãe biológica retirou a filha de 6 anos de casa em MS e desapareceu. Caso é investigado pelas autoridades de Mato Grosso.
Após obter direito de visita, mãe biológica retirou a filha de 6 anos de casa em MS e desapareceu. Caso é investigado pelas autoridades de Mato Grosso.
As autoridades policiais estão em busca de Gleice Mara Dias, mãe biológica de Maiza Valentina Matos Camargo, de 6 anos. A mulher é suspeita de ter levado a criança da residência dos pais adotivos, localizada em Boa Vista (MS), no dia 30 de junho, sob a promessa de devolvê-la no dia seguinte, o que não ocorreu.
Desde a data do desaparecimento, a família adotiva não possui informações sobre o paradeiro da menina. A suspeita principal é de que Gleice tenha se deslocado para Rondonópolis, município a 218 km de Cuiabá, onde reside. Agentes policiais chegaram a realizar diligências no endereço da mulher em Mato Grosso, mas não localizaram nem a mãe nem a criança.
O histórico da guarda da menina remonta a 2014, quando a criança tinha apenas dois anos. Segundo o casal adotivo, João Gomes Carvalho e Jane Mary Garcia Mattos Carvalho, a entrega da menina foi feita de forma voluntária pela própria mãe biológica. Maiza é filha do irmão de Jane, que manteve um relacionamento de quatro anos com Gleice.
Relatos dos pais adotivos indicam que, na época da separação do casal, nenhum dos dois genitores demonstrou interesse em ficar com a criança. Gleice teria solicitado que Jane assumisse a guarda, alegando o desejo de se mudar para Portugal. Em outubro do ano passado, João e Jane obtiveram a guarda definitiva de Maiza na Justiça.
O conflito jurídico intensificou-se no início de 2018, quando a mãe biológica tentou reverter a decisão judicial, pedido que foi negado em primeira instância. Posteriormente, Gleice ingressou com uma nova ação para garantir o direito de visitas, que foi concedido pelo magistrado. Foi justamente durante essa primeira visita autorizada que o desaparecimento ocorreu.
A defesa de Gleice era exercida pela advogada Ingrydys Hananda Mingoti, que esteve presente na casa dos pais adotivos no dia em que a criança foi levada. Por meio de uma nota divulgada em redes sociais, a advogada informou que não atua mais no caso e que deixou a defesa da suspeita.
No comunicado, a ex-advogada afirmou que Gleice tomou a decisão de não devolver a menina logo após retirá-la da casa. Segundo o relato, a profissional teria orientado a cliente a não seguir com essa atitude, mas Gleice teria ignorado o conselho e seguido para Rondonópolis com a criança.
O casal adotivo chegou a viajar até Rondonópolis na tentativa de obter pistas sobre a localização da menina. Eles mantiveram contato com o atual marido de Gleice, que é apontado como suspeito de auxiliar na fuga, mas o homem declarou desconhecer o paradeiro de ambas.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul registrou o boletim de ocorrência e solicitou apoio às autoridades de Mato Grosso para a condução das investigações. Tanto o marido de Gleice quanto a ex-advogada já prestaram depoimentos às autoridades, que seguem apurando o caso para localizar a criança.
Fonte: g1.globo.com