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Operação Legado investiga desvio milionário em Mato Grosso

Operação Legado: Polícia Civil cumpre mandados contra ex-secretária e empresários por desvios em Nossa Senhora do Livramento. Confira agora os detalhes da.

A Operação Legado foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira para desmantelar um núcleo financeiro suspeito de causar prejuízos milionários aos cofres de Nossa Senhora do Livramento. A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e visa desarticular um esquema de desvio de verbas públicas.

Ao todo, as autoridades cumprem 30 ordens judiciais expedidas pela Justiça. Entre os alvos, encontram-se uma ex-secretária municipal, empresários e indivíduos apontados como laranjas, além de uma empresa utilizada para movimentar os valores ilícitos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades policiais.

Detalhes da Operação Legado

Além disso, A ofensiva inclui sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados em dispositivos móveis. Além disso, a Justiça determinou a proibição de licitar e contratar com o Poder Público para a empresa investigada. O bloqueio inicial de bens alcança R$ 15,8 milhões em contas bancárias, além do sequestro de veículos, incluindo um caminhão e uma motocicleta.

Esta ação é um desdobramento da Operação Liberatio, iniciada em 2024 pelo Ministério Público de Mato Grosso. Naquela ocasião, a investigação focou no então prefeito e em outros secretários municipais. Agora, a Deccor busca aprofundar a apuração sobre crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva e organização criminosa.

Portanto, Os investigadores concentram esforços em dois contratos específicos firmados pela gestão municipal anterior:

Contrato com um posto de combustíveis para o abastecimento da frota oficial. Contrato com uma construtora voltado para a reforma de pontes de madeira na região. Durante o período analisado, a polícia identificou movimentações financeiras superiores a R$ 90 milhões nas contas dos investigados. Um ponto que chamou a atenção dos agentes foi a utilização da conta bancária de uma pessoa já falecida para realizar transações. Segundo as investigações, a falecida era mãe do dono do posto de combustíveis e avó da proprietária da construtora.

A polícia constatou que a empresa de construção civil recebia valores de forma atípica, provenientes diretamente do posto de combustíveis. Diante disso, ordens foram enviadas às instituições financeiras para impedir qualquer reativação ou uso indevido das contas vinculadas à pessoa falecida por terceiros.

O caso segue sob sigilo para não comprometer as próximas etapas da apuração. Para acompanhar o desenrolar deste e de outros casos, acesse a nossa categoria de notícias ou confira as últimas notícias em nosso portal.

Fonte: sonoticias.com.br