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Operação contra jogos ilegais bloqueia R$ 21,4 milhões de in

A Polícia Civil deflagrou a Operação Engodo Digital para desarticular um esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro envolvendo influenciadora de Sorriso.

A Polícia Civil deflagrou a Operação Engodo Digital para desarticular um esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro envolvendo influenciadora de Sorriso.

A Polícia Civil de Mato Grosso, por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, iniciou nesta data a Operação Engodo Digital . A ação tem como foco principal o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como o sequestro de bens, quebra de sigilo telemático e o bloqueio judicial de R$ 21,4 milhões em contas bancárias de investigados.

O objetivo da operação é desmantelar uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de exploração de jogos de azar, captação ilícita de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. As atividades do grupo, que operava principalmente a partir de Sorriso, incluíam a promoção de plataformas de apostas sem a devida autorização regulatória.

Ao todo, a investigação mira 10 pessoas físicas e oito empresas. Entre os alvos está uma influenciadora digital residente em Sorriso, que possui mais de 115 mil seguidores em suas redes sociais. De acordo com as autoridades, a influenciadora, que já estampou a capa da Revista Sexy, seria o ponto central do esquema, utilizando seu alcance digital para impulsionar jogos de azar não regulamentados.

Além das ordens judiciais executadas em Sorriso, a operação estendeu seu alcance para o estado de São Paulo, onde foram cumpridos dois mandados na capital paulista e um em São Bernardo do Campo, este último contra uma pessoa jurídica. As medidas também incluem a retenção de passaportes e o bloqueio das contas em redes sociais dos envolvidos.

Conforme detalhado pela assessoria policial, a influenciadora mantinha, em parceria com outra investigada, um grupo no aplicativo WhatsApp. O canal era utilizado para disseminar links e fornecer instruções detalhadas sobre apostas de cotas fixas, que são consideradas ilegais no país.

A análise financeira realizada pela Draco revelou uma movimentação superior a R$ 28 milhões entre 2023 e 2025. O montante não foi declarado às autoridades fiscais e apresenta fortes indícios de ser oriundo da exploração de jogos online clandestinos. O dinheiro era recebido por empresas ligadas às plataformas de apostas e, na sequência, redistribuído entre familiares e colaboradores da influenciadora.

Para ocultar a origem ilícita dos valores, a investigação aponta que o grupo criou diversas empresas de fachada, utilizando inclusive simulações societárias no setor de estética e beleza. Esse mecanismo visava conferir uma aparência de legalidade ao fluxo financeiro gerado pela atividade criminosa.

Um ponto de destaque na apuração é a conexão entre os alvos da Operação Engodo Digital e a Operação Narco Fluxo , deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano. Naquela ocasião, foram presos nomes conhecidos como os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, o influenciador Chrys Dias e o responsável pela página Choquei.

Segundo os dados colhidos na Narco Fluxo, uma fintech atuava como o núcleo financeiro do esquema, centralizando os valores arrecadados pelas plataformas clandestinas e facilitando a remessa de recursos para o exterior. O proprietário dessa mesma fintech e a empresa foram alvos de busca e apreensão e bloqueio de bens nesta nova etapa conduzida pela Draco de Sinop.

Fonte: sonoticias.com.br