Aconteceu Notícias

Nova cúpula do TJMT defende reestruturação, uso de IA e

A nova cúpula do TJMT foi eleita para o biênio 2027-2028. Confira agora as propostas de reestruturação, uso de IA e apoio aos magistrados da gestão.

cúpula do TJMT — A nova cúpula do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), eleita nesta quinta-feira (8), estabeleceu como prioridades para o biênio 2027-2028 a reestruturação administrativa , o uso responsável da inteligência artificial e o suporte direto aos magistrados. Os desembargadores José Luiz Lindote, Gilberto Giraldelli e Helena Maria Bezerra Ramos foram escolhidos por aclamação durante sessão do Pleno da Corte.

José Luiz Lindote assumirá a presidência do TJMT, sucedendo o desembargador José Zuquim Nogueira. Gilberto Giraldelli ocupará a vice-presidência, enquanto Helena Maria Bezerra Ramos ficará à frente da Corregedoria-Geral da Justiça. A transição marca o início de uma gestão focada em adequar a estrutura judiciária às demandas atuais.

Prioridades da nova cúpula do TJMT

Lindote destacou a necessidade urgente de reorganizar a estrutura do Judiciário estadual para equilibrar a distribuição processual entre as comarcas. O futuro presidente ressaltou que a disparidade é evidente, com unidades sobrecarregadas por milhares de processos mensais, enquanto outras possuem uma demanda mínima. Para ele, o sistema precisa se adequar à realidade contemporânea de forma racional.

O magistrado enfatizou que a limitação de recursos impede a criação contínua de novas varas. Portanto, a readequação administrativa será conduzida sem prejuízos aos servidores, magistrados ou jurisdicionados. Além disso, o presidente eleito pretende dialogar com a OAB e o setor político para viabilizar essas mudanças necessárias.

Reorganização administrativa para equilibrar a carga de processos. Investimento contínuo em inovação e tecnologia. Implementação de projetos voltados ao bem-estar dos magistrados. No campo tecnológico, o vice-presidente eleito, Gilberto Giraldelli, defendeu a adoção da inteligência artificial como ferramenta de aprimoramento. Contudo, ele reforçou que a tecnologia deve atuar como suporte, sem jamais substituir a autonomia decisória do juiz. Giraldelli vê a IA como uma evolução natural do processo de digitalização já consolidado no tribunal.

A futura corregedora, Helena Maria Bezerra Ramos, propôs uma gestão humanizada. Ela afirmou que a Corregedoria não deve focar apenas em indicadores de produtividade, mas também na saúde mental e nas condições de trabalho dos juízes. A magistrada pretende implementar projetos de apoio para aqueles que enfrentam dificuldades no exercício da função.

A escolha dos novos dirigentes ocorreu sem votação, uma vez que os três desembargadores foram candidatos únicos. A exceção foi a disputa pela Corregedoria, onde o desembargador Rui Ramos Ribeiro retirou sua candidatura posteriormente. Para mais informações sobre o Judiciário, acompanhe as últimas notícias em nosso portal.

José Luiz Lindote, natural de Cáceres, possui uma trajetória consolidada na magistratura desde 1999. Antes de chegar ao cargo de desembargador em 2024, atuou em diversas comarcas, como Rondonópolis e Várzea Grande, além de ter integrado o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

Fonte: rdnews.com.br