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Nanoflores magnéticas capturam e transformam nanoplásticos

Conheça as nanoflores magnéticas que capturam nanoplásticos da água e os transformam em materiais úteis. Confira agora esta inovação sustentável.

O desenvolvimento de nanoflores magnéticas surge como uma solução inovadora para combater a contaminação por nanoplásticos em recursos hídricos. Cientistas do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (ICMM), vinculado ao CSIC, criaram nanopartículas de óxido de ferro com uma estrutura floral única, projetadas especificamente para capturar fragmentos minúsculos derivados do PET.

Estes nanoplásticos, que possuem dimensões mil vezes menores que os microplásticos convencionais, são frequentemente encontrados em garrafas, embalagens e tecidos de poliéster. O estudo, publicado recentemente no Chemical Engineering Journal , detalha como a geometria dessas partículas otimiza a sua eficácia.

Eficiência das nanoflores magnéticas na purificação

A eficácia do material reside na sua morfologia. Segundo Álvaro Gallo-Córdova, um dos autores principais do projeto, o óxido de ferro possui propriedades magnéticas naturais. A estrutura em formato de flor cria múltiplos núcleos que cooperam entre si, potencializando a capacidade de retenção de contaminantes.

O avanço é significativo, visto que a equipe já havia demonstrado, em 2024, a capacidade de degradar microplásticos presentes em cosméticos. Agora, o desafio superado foi a escala, lidando com partículas na casa dos nanômetros. Confira outras últimas notícias sobre tecnologia ambiental.

O processo de degradação ambiental ocorre quando o plástico PET é exposto à luz solar e ao desgaste físico. Esse fenômeno fragmenta o material em um pó extremamente fino, que se infiltra no solo e na água. As principais características desta tecnologia incluem:

Capacidade de captura de até 10.000 miligramas de nanoplásticos por grama de nanoflores. Transformação do resíduo capturado em material magnético funcional. Baixo consumo energético devido ao aquecimento magnético localizado. Alta estabilidade, mantendo 88% da capacidade após cinco ciclos de uso. Além da captura, a tecnologia propõe uma abordagem de economia circular. Após a retenção, os nanoplásticos são convertidos em materiais capazes de remover metais pesados ou corantes orgânicos da água. Dessa forma, um resíduo poluente é transformado em uma nova matéria-prima útil para o tratamento de efluentes.

A segurança do método também foi validada pelos pesquisadores. Os testes indicaram que as nanoflores liberam menos de 0,82% de ferro na água, garantindo que o processo seja estável e seguro para o meio ambiente. Portanto, a tecnologia apresenta-se como uma alternativa viável para o tratamento avançado de águas.

A equipe do ICMM-CSIC planeja agora expandir a aplicação prática desta inovação. O objetivo é integrar as nanoflores em sistemas de purificação em larga escala, consolidando o uso de materiais magnéticos na gestão de resíduos globais. Para

Fonte: pt.euronews.com