Movimentação via Pix em Mato Grosso atinge R$ 270 bilhões
A movimentação via Pix em Mato Grosso cresceu 15% em 2026, somando R$ 270 bilhões. Confira os detalhes sobre o impacto dessa modalidade no comércio.
A movimentação via Pix em Mato Grosso alcançou a marca expressiva de R$ 270 bilhões no acumulado entre janeiro e agosto de 2026. Este volume financeiro representa uma expansão de 14,96% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam os dados analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
Somente no mês de agosto, as operações totalizaram R$ 36,6 bilhões. Embora tenha ocorrido uma leve retração em relação a julho, quando o montante atingiu R$ 36,9 bilhões, o desempenho atual supera em 12,17% o resultado obtido no mesmo mês de 2025. Desde abril, o estado mantém uma média mensal superior a R$ 35 bilhões em transações via sistema.
Crescimento da movimentação via Pix no estado
O pico de movimentação registrado neste ano ocorreu em abril, com um total de R$ 37,8 bilhões. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, esses números confirmam que a ferramenta está plenamente integrada ao cotidiano de empresários e consumidores locais.
Segundo o dirigente, a adoção do Pix traz benefícios diretos para a economia regional. Entre os principais fatores que impulsionam essa adesão, destacam-se:
Agilidade nas transações financeiras diárias; Recebimento instantâneo de valores, otimizando o fluxo de caixa; Redução de custos operacionais para os comerciantes. Além disso, o cenário econômico atual influencia essa dinâmica. O aumento no uso do Pix ocorre em um momento de maior restrição na oferta de crédito para as famílias. A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), revelou que a dificuldade de acesso ao crédito em Cuiabá subiu de 40,3% em maio para 48% em agosto.
Portanto, a escassez de crédito pode estar incentivando os consumidores a priorizarem pagamentos à vista com recursos próprios. Tião da Zaeli reforça que o crescimento do Pix sugere uma centralidade maior das transações à vista. Dessa forma, o consumidor, diante de menos crédito disponível, passa a depender diretamente de sua renda líquida imediata para movimentar o comércio.
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Fonte: rdnews.com.br