Soberania argentina nas Malvinas: Ministro israelense pede
Ministro israelense pede que Netanyahu reconheça a soberania argentina nas Malvinas após queixa contra petrolíferas. Confira agora os detalhes.
soberania argentina nas Malvinas: O governo argentino iniciou ações legais contra empresas petrolíferas nas Malvinas, gerando um pedido de apoio diplomático por parte de um ministro israelense.
O governo da Argentina anunciou nesta segunda-feira que apresentará uma queixa-crime contra subsidiárias da petrolífera israelense Navitas. A medida ocorre devido à operação dessas empresas sem autorização nas ilhas Malvinas, território administrado pelo Reino Unido e alvo de disputa de soberania. A decisão gerou uma reação imediata dentro do governo de Israel, trazendo o tema da soberania argentina nas Malvinas para o centro do debate diplomático.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, solicitou formalmente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que reconheça a soberania argentina sobre o arquipélago. Além disso, o ministro sugeriu a imposição de sanções ao Reino Unido enquanto a ocupação persistir. Ben Gvir acusou Londres de se apropriar indevidamente de territórios e recursos petrolíferos que, segundo ele, pertencem ao povo argentino.
A presidência argentina detalhou que a ação judicial abrange diversas entidades corporativas e seus respectivos representantes. Entre as empresas citadas na queixa estão:
Navitas Petroleum Development & Production Ltd e suas subsidiárias associadas; JHI Associates Inc; Eco Atlantic Oil & Gas Ltd. A Argentina argumenta que essas companhias operam com licenças concedidas por um governo ilegítimo, violando a legislação nacional. O processo visa não apenas as empresas, mas também administradores e gestores envolvidos no projeto. Para conferir mais detalhes sobre o cenário geopolítico, acesse a nossa categoria de notícias.
Impactos da soberania argentina nas Malvinas
Esta não é a primeira vez que Buenos Aires adota medidas contra atividades de exploração na região. Em 2012, as operações foram declaradas clandestinas e, em 2022, a Navitas sofreu sanções diretas. Em dezembro de 2025, o governo de Javier Milei rejeitou formalmente um investimento de 1,8 bilhão de euros destinado ao início da produção no projeto Sea Lion.
O projeto Sea Lion, localizado a 220 quilômetros ao norte das Malvinas, é controlado em 65% pela Navitas, com a britânica Rockhopper detendo os 35% restantes. Apesar da pressão argentina, as empresas afirmam que possuem licenças legais e contam com o apoio do Reino Unido. Contudo, o mercado reagiu negativamente, com as ações da Rockhopper registrando queda superior a 6% na Bolsa de Londres.
A tensão diplomática entre Israel e o Reino Unido tem se intensificado recentemente devido a divergências sobre a política britânica em relação à Palestina. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, chegou a pedir a expulsão do embaixador britânico. Até o momento, as declarações de Ben Gvir não refletem uma mudança oficial na posição de Israel sobre a soberania das ilhas.
Paralelamente, o presidente Javier Milei intensificou a estratégia de defesa de seus interesses. O governo planeja enviar ao Congresso um projeto de lei para ampliar sanções contra fornecedores dessas petrolíferas. Além disso, Milei confirmou a reativação da construção de uma base naval em Ushuaia, instruindo o ministro da Economia, Luis Caputo, a priorizar o projeto no Orçamento de 2027.
O governo argentino reforça que essas ações fazem parte de uma política integrada. O objetivo central é fortalecer a capacidade do Estado na proteção de seus recursos naturais e na defesa de seu território. Acompanhe as últimas notícias para entender os desdobramentos dessa disputa internacional.
Fonte: pt.euronews.com