Aconteceu Notícias

Medeiros nega blindagem a políticos e critica atuação do STF

Candidato ao Senado, José Medeiros defende restrições a operações policiais antes das eleições e questiona a imparcialidade de ministros do Supremo Tribunal Fed

Candidato ao Senado, José Medeiros defende restrições a operações policiais antes das eleições e questiona a imparcialidade de ministros do Supremo Tribunal Federal.

O candidato ao Senado, José Medeiros (PL), reiterou sua defesa por uma proposta que visa restringir a realização de operações policiais durante os seis meses que antecedem o pleito eleitoral. O parlamentar utilizou como exemplo recente a Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal, que apura supostos desvios de verbas públicas e lavagem de dinheiro envolvendo um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a operadora Oi, ainda na gestão de Mauro Mendes.

De acordo com Medeiros, as denúncias que fundamentam a investigação já eram de conhecimento público desde o ano passado. No entanto, o parlamentar questiona o fato de a operação ter sido deflagrada justamente no início do período eleitoral. Em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, ele afirmou que o objetivo não é proteger políticos, mas garantir que o processo democrático não seja alvo de interferências externas.

"Essa investigação começou a ser ventilada em maio do ano passado. Por que ficou na gaveta até o registro das chapas? Penso que acelerar as investigações é um prestígio ao eleitor, para que ele possa se preparar. O que defendo é que não haja operações interferindo no processo eleitoral", declarou o candidato durante a entrevista.

Medeiros ressaltou que sua posição não é absoluta e depende da postura do Judiciário. "Se os ministros deixarem de ser agentes políticos, defendo que haja prisão até no dia da eleição. Mas hoje, não dá para confiar, porque não sabemos se a operação é legítima ou se ela está 'teleguiada'", pontuou.

Embora a proposta tenha enfrentado críticas severas de diversos setores políticos, levando o parlamentar a recuar da apresentação formal do projeto no Congresso Nacional, Medeiros insiste que foi mal interpretado. Segundo ele, o intuito central é conter a atuação de magistrados que, segundo sua visão, agem como se estivessem com o "apito na boca" para influenciar o resultado das urnas.

O candidato aproveitou a oportunidade para citar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, mencionando a autorização de uma operação no Maranhão que atingiu um grupo político local. Para o parlamentar, a situação é preocupante devido à proximidade entre o Judiciário e a disputa partidária.

"Neste momento que o Brasil vive, em que ministros da Suprema Corte vieram para o tabuleiro político, é temerário utilizar a polícia para escolher, beneficiar ou prejudicar candidaturas, como o que está acontecendo no Maranhão, onde um desafeto de Flávio Dino sofreu uma operação que o prejudica", argumentou.

Medeiros concluiu reforçando que o debate é necessário para preservar a integridade do pleito. "O nosso intuito é discutir. Ou os ministros voltam para a casinha, ou temos que ter um processo eleitoral onde o protagonista seja o eleitor, e não a interferência do juiz que entra em campo jogando com o apito na boca", finalizou.

Vale destacar que, embora o governador Mauro Mendes tenha se posicionado contrário a qualquer tipo de veto a operações policiais, ele também defendeu a necessidade de punições rigorosas caso seja comprovado o uso político dessas ações por parte das autoridades competentes.

Fonte: midianews.com.br