Márcia Goldschmidt recusa publicidade de bets e classifica g
Aos 64 anos, a apresentadora Márcia Goldschmidt revelou ter recusado convites para promover casas de apostas, citando impactos sociais graves e dilemas éticos.
Aos 64 anos, a apresentadora Márcia Goldschmidt revelou ter recusado convites para promover casas de apostas, citando impactos sociais graves e dilemas éticos.
A apresentadora Márcia Goldschmidt, de 64 anos, trouxe a público uma decisão firme tomada em sua carreira recente: ela optou por rejeitar todas as propostas comerciais recebidas para realizar a divulgação de plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets .
Em uma entrevista concedida à revista Contigo , a comunicadora explicou que sua recusa não está atrelada a uma falta de necessidade financeira, mas sim a uma questão de princípios inegociáveis. Ao ser questionada sobre o motivo de ter declinado os convites, ela rebateu com uma reflexão sobre a origem dos recursos oferecidos.
"Você imagina eu falando para o público: 'faça isso'? E por que você acha que eu recusei? Acha que é porque eu não preciso ou porque não gosto de dinheiro?", questionou a artista durante a conversa, enfatizando que sua postura é motivada por uma barreira ética pessoal.
Goldschmidt foi enfática ao classificar os valores pagos por essas empresas como "dinheiro de sangue". Segundo ela, o termo reflete o peso de saber que o lucro das plataformas é gerado, muitas vezes, a partir da ruína financeira de indivíduos que perdem seus bens e economias nas apostas.
A apresentadora destacou que o impacto do mercado de apostas vai muito além do apostador individual, atingindo diretamente o núcleo familiar. "Tem pessoas tirando a própria vida. Tem pessoas perdendo a casa. Tem famílias se desfazendo", alertou, apontando a gravidade das consequências sociais que o vício em jogos tem provocado.
Outro ponto de preocupação levantado pela veterana da televisão é o efeito dessas propagandas sobre o público mais jovem. Ela observa que muitos adolescentes e adultos jovens estão sendo atraídos por uma promessa de lucro fácil, o que ela define como uma ilusão perigosa. "Eu não quero isso", completou.
Ao abordar a postura de outros colegas de profissão que aceitam contratos com essas empresas, Márcia Goldschmidt fez uma crítica direta ao papel dos influenciadores digitais na atualidade. Ela questionou a validade do título de "influenciador" quando o conteúdo promovido causa danos à sociedade.
"São influenciadores. Então, influenciadores de quê? Eu acho que agora tinha que ser assim: 'influencer de...'. E, por favor, nunca me chame de influencer, que eu não aceito", finalizou a apresentadora, reafirmando sua posição de distanciamento desse tipo de publicidade.
Fonte: midianews.com.br