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Lista suja do trabalho escravo: fazendas e obras em MT na

O Ministério do Trabalho atualizou a lista suja do trabalho escravo com 12 empregadores de Mato Grosso. Confira agora os detalhes das fiscalizações.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou uma nova atualização da chamada lista suja do trabalho escravo , que aponta empregadores flagrados submetendo funcionários a condições análogas à escravidão. Mato Grosso aparece no levantamento com 12 registros, abrangendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

As fiscalizações, realizadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, identificaram violações graves em diversos pontos do estado. Entre os problemas encontrados, destacam-se a falta de água potável, alojamentos degradantes, ausência de equipamentos de proteção individual e irregularidades contratuais.

Entenda a lista suja do trabalho escravo em MT

Além disso, O levantamento engloba ocorrências identificadas entre 2024 e 2026. Ao todo, as ações de fiscalização resultaram no resgate de 60 trabalhadores em território mato-grossense. A maioria dos casos concentra-se em propriedades rurais, embora também existam registros em canteiros de obras urbanas, inclusive na capital, Cuiabá.

Um dos episódios mais críticos ocorreu em Nova Maringá, onde 19 pessoas foram resgatadas de uma fazenda. Os trabalhadores, envolvidos no corte e transporte de madeira, viviam em barracos de lona e um contêiner, utilizando água de um córrego para consumo e higiene pessoal.

Portanto, Outras situações graves foram registradas em diferentes municípios:

Alto Taquari: 12 trabalhadores resgatados em fazenda com precariedade estrutural e aliciamento de outros estados. Sorriso: 10 pessoas encontradas em uma empresa de construção, vivendo dentro de um ônibus adaptado com esgoto a céu aberto. Chapada dos Guimarães: 6 trabalhadores resgatados em obra de condomínio fechado. Além desses casos, foram contabilizadas ocorrências isoladas em Comodoro, Juína, Nova Bandeirantes, Pontal do Araguaia e na capital, Cuiabá. A categoria de infrações inclui ainda jornadas exaustivas e exposição a riscos de acidentes sem o devido treinamento.

O cadastro de empregadores é atualizado semestralmente e segue um rigoroso processo administrativo. A inclusão do nome do infrator ocorre apenas após uma decisão irrecorrível, garantindo o contraditório e a ampla defesa. O sistema busca dar transparência às violações trabalhistas.

Denúncias sobre condições análogas à escravidão podem ser feitas de forma sigilosa pelo Sistema Ipê. A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Somente no ano de 2026, considerando processos ainda em andamento, a Auditoria Fiscal já resgatou 92 pessoas em Mato Grosso. Entre os resgatados, estão cinco mulheres e dois menores de idade, evidenciando a persistência de violações aos direitos humanos básicos no estado.

Fonte: rdnews.com.br