Comando Vermelho: Líder capturado no Paraguai é trazido a MT
Comando Vermelho: João Batista Vieira dos Santos, o Virgulino, foi transferido para Mato Grosso após prisão no Paraguai. Confira agora os detalhes desta.
João Batista Vieira dos Santos, o Virgulino, foi trazido de volta ao Brasil após prisão no Paraguai. Ele é apontado como liderança do Comando Vermelho em MT.
João Batista Vieira dos Santos, conhecido como Virgulino , foi transferido de volta para Mato Grosso após ser capturado no Paraguai. O suspeito, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho no estado, estava foragido da Justiça brasileira.
A prisão ocorreu no dia 3 de setembro, em Assunção, durante a Operação Raspa Brasil. Na ocasião, o investigado portava documentos falsos em nome de Raimundo Nonato de Almeida de Souza. A ação contou com a cooperação da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Nacional do Paraguai e do DEA, dos Estados Unidos.
Líder do Comando Vermelho capturado no Paraguai
Além disso, Equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) realizaram o traslado do preso a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná. O homem já possuía histórico de uso de identidades falsas, tendo sido flagrado anteriormente em Pontes e Lacerda, em 2023, além de utilizar o nome fictício Lucas Matos nas redes sociais.
As investigações apontam que o suspeito exercia funções estratégicas na facção criminosa. Entre as atividades atribuídas a ele, destacam-se:
Coordenação estadual do esquema de apostas conhecido como "Raspa Brasil Nacional". Gestão de diretrizes financeiras e expansão das atividades ilícitas no estado. Supervisão de cobranças e repasses de valores arrecadados pela organização. Portanto, Além da gestão financeira, o investigado é suspeito de envolvimento em crimes graves. Ele foi citado em investigações sobre o roubo a uma instituição financeira na modalidade "Novo Cangaço" e no planejamento de um túnel de 257 metros para resgatar detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Durante o período em que permaneceu foragido, o suspeito passou pelo Rio de Janeiro antes de se esconder no Paraguai. Mesmo fora do país, ele manteve uma rotina ativa nas redes sociais, publicando fotos com armas de fogo e participando de videochamadas com outros membros da facção.
A polícia contesta alegações de incapacidade mental apresentadas pela defesa do suspeito em processos judiciais. Segundo a GCCO/Draco, o comportamento monitorado durante a fuga, incluindo a coordenação de atividades criminosas, é incompatível com os laudos médicos apresentados anteriormente.
Dessa forma, as autoridades encaminharam novas informações ao Poder Judiciário para solicitar a revisão desses documentos. Com a transferência concluída, o investigado permanece à disposição da Justiça para responder pelos mandados de prisão pendentes. Para acompanhar outras últimas notícias sobre o caso, mantenha-se atento às atualizações da categoria de segurança pública.
Fonte: rdnews.com.br