Justiça mantém júri de PMs do Bope por morte de jovem em
júri de PMs do Bope: A Justiça de Mato Grosso manteve o júri de dois PMs do Bope acusados de homicídio em Cuiabá. Confira os detalhes do caso e o andamento.
júri de PMs do Bope — A Justiça de Mato Grosso confirmou que dois policiais militares do Bope deverão enfrentar o Tribunal do Júri pela morte de Gabriel Cardoso Voltz. O magistrado responsável pelo caso negou o recurso apresentado pela defesa de Adelson José Marques Filho e Antônio José Ventura de Almeida, mantendo a decisão que os coloca no banco dos réus.
Além do homicídio de Gabriel, os militares respondem pela tentativa de homicídio contra Marqueson Rodrigues de Almeida. O crime ocorreu em setembro de 2022, no bairro Canjica, em Cuiabá. Atualmente, os acusados respondem ao processo em liberdade.
Justiça mantém júri de PMs do Bope
A decisão foi proferida pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal da Capital, e publicada nesta terça-feira (15). Embora a pronúncia tenha sido mantida, a data para a realização do julgamento popular ainda não foi definida pelo Poder Judiciário.
A defesa dos policiais havia solicitado a revisão da decisão, apontando supostas omissões e obscuridades no processo. Entre os argumentos, os advogados questionaram:
A análise de depoimentos e do laudo papiloscópico; A individualização das condutas de cada acusado; O reconhecimento da tese de legítima defesa e estrito cumprimento do dever. Contudo, o magistrado rejeitou as alegações, destacando que o recurso não é o instrumento adequado para reavaliar provas ou alterar o mérito da pronúncia. Ele reforçou que existem elementos suficientes que comprovam a materialidade do crime e indícios claros de autoria.
O juiz ressaltou que questões como a perícia e as qualificadoras devem ser debatidas perante o Conselho de Sentença. Portanto, cabe aos jurados a análise definitiva sobre a responsabilidade individual dos envolvidos e a veracidade das versões apresentadas.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por vingança. O furto de um veículo Volkswagen Voyage, pertencente a um dos policiais, teria ocorrido dez dias antes do fato. Os agentes, contudo, não registraram o furto oficialmente.
Após identificarem o suspeito, os militares teriam invadido a residência onde estavam os jovens. Após os disparos, Marqueson foi colocado na viatura, mas conseguiu escapar e buscar auxílio de outros policiais, temendo por sua vida. Para acompanhar mais atualizações sobre o caso, acesse a últimas notícias da nossa cobertura.
Fonte: midianews.com.br