Homem é morto após sessão de tortura por grupo criminoso em
Gildazio Aquino da Silva Junior, de 39 anos, foi encontrado morto após ser acusado de agredir uma idosa de 66 anos; suspeitos teriam aplicado um 'salve'.
Gildazio Aquino da Silva Junior, de 39 anos, foi encontrado morto após ser acusado de agredir uma idosa de 66 anos; suspeitos teriam aplicado um 'salve'.
Um homem de 39 anos, identificado como Gildazio Aquino da Silva Junior, foi brutalmente assassinado após ser submetido a uma sessão de tortura em Barra do Garças, município localizado a 511 km de Cuiabá. O crime ocorreu na última terça-feira (18) e teria sido motivado por uma suposta agressão cometida pela vítima contra uma mulher de 66 anos.
O corpo de Gildazio foi localizado pela Polícia Militar por volta das 17h20, na Viela 51, situada no bairro Pitaluga. A cena do crime chamou a atenção das autoridades pela crueldade: a vítima estava com pés e mãos imobilizados por tiras de tecido, além de apresentar um pano encharcado sobre a boca e parte da face.
Devido ao cenário encontrado, os investigadores trabalham com a hipótese de que o homem tenha sido alvo de uma prática comum em facções criminosas, popularmente conhecida como “talibã”. O método consiste em asfixiar a vítima utilizando panos molhados, impedindo a respiração.
De acordo com os levantamentos iniciais da Polícia Militar, Gildazio estava em sua própria residência momentos antes do desfecho fatal, ingerindo bebidas alcoólicas na companhia da mulher de 66 anos. Em depoimento, a idosa relatou aos policiais que, durante o consumo de álcool, o homem teria partido para cima dela com agressões físicas.
Após o episódio, a mulher buscou ajuda com uma jovem de 26 anos. Segundo o relato, a idosa sabia que a suspeita possuía ligações com uma organização criminosa e, por isso, solicitou a sua intervenção, esperando que fosse aplicado um “salve” — uma espécie de punição física imposta por grupos criminosos — contra Gildazio.
A suspeita de 26 anos teria se dirigido à residência da vítima acompanhada de outra mulher e de um homem. O grupo teria rendido Gildazio, iniciando a sessão de tortura que resultou em sua morte.
Ao receberem as informações sobre o ocorrido, guarnições da Polícia Militar iniciaram diligências e localizaram o endereço onde a jovem de 26 anos estaria escondida. Ao notar a aproximação dos agentes, ela tentou se desfazer de um objeto, arremessando-o por uma abertura no muro. Posteriormente, os militares confirmaram que o item descartado era o aparelho celular da suspeita.
A mulher foi detida e conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos e responder pelos procedimentos legais cabíveis. Durante a operação policial, a idosa de 66 anos, apontada como a pessoa que solicitou a intervenção do grupo, evadiu-se do local e não foi encontrada pelas autoridades até o momento.
A Polícia Civil assumiu o caso e segue com as investigações para identificar todos os envolvidos na ação criminosa, bem como esclarecer a dinâmica exata das agressões e a motivação que levou ao óbito de Gildazio Aquino da Silva Junior.
Fonte: midianews.com.br