HMC realiza 88 cirurgias por vídeo em dois meses e amplia ac
O Hospital Municipal de Cuiabá intensificou o uso da videolaparoscopia, realizando 88 cirurgias em dois meses e otimizando a recuperação de pacientes do SUS.
O Hospital Municipal de Cuiabá intensificou o uso da videolaparoscopia, realizando 88 cirurgias em dois meses e otimizando a recuperação de pacientes do SUS.
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), sob gestão da Secretaria Municipal de Saúde e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), intensificou a oferta de cirurgias minimamente invasivas. Nos últimos dois meses, a unidade registrou a marca de 88 procedimentos realizados por meio da técnica de videolaparoscopia.
O método tem sido aplicado prioritariamente em intervenções para tratar apendicite e patologias da vesícula biliar. O atendimento abrange tanto quadros de urgência quanto pacientes que aguardavam na fila de espera da Central de Regulação para procedimentos eletivos, marcando uma modernização estratégica na assistência cirúrgica da unidade.
Desde o início do mutirão, deflagrado em 13 de junho, a rotina hospitalar passou por uma mudança significativa. Em vez das incisões extensas características da cirurgia convencional, os médicos agora utilizam pequenas aberturas, auxiliados por câmeras e instrumentais específicos que permitem a visualização detalhada da área operada em monitores de alta resolução.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, enfatizou que a expansão dessas cirurgias por vídeo amplia o acesso da população a tecnologias de ponta. Segundo a gestora, o foco é oferecer um atendimento que combine segurança, conforto e um processo de reabilitação mais ágil para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
"Estamos ampliando o acesso da população a procedimentos realizados com técnicas mais modernas, que proporcionam mais conforto, segurança e uma recuperação mais rápida" , destacou Bocalon, reforçando o compromisso da gestão com a qualificação contínua dos serviços oferecidos no HMC.
Entre os principais benefícios clínicos da videolaparoscopia, destacam-se a redução do trauma tecidual, a diminuição dos níveis de dor no pós-operatório e a possibilidade de alta hospitalar antecipada, dependendo da avaliação médica individual de cada paciente.
Kelluby de Oliveira, diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, ressaltou que o volume de 88 cirurgias em um período de 60 dias reflete um avanço estrutural importante. Para ela, o investimento em novas tecnologias e na capacitação das equipes é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta do hospital frente à demanda pública.
O mutirão realizado entre junho e julho foi um dos pilares desse crescimento, contabilizando 30 cirurgias específicas apenas nesse intervalo. A iniciativa demonstra a capacidade do hospital em integrar o atendimento de urgência com a demanda reprimida da rede pública.
O médico responsável técnico pelo HMC, Eduardo Andraus, explicou que a transição para a videolaparoscopia representa um salto de qualidade na rotina cirúrgica. "Quando comparamos os pequenos cortes da cirurgia por vídeo com as grandes incisões do método convencional, percebemos uma diferença muito importante. É uma cirurgia que possibilita mais conforto, menos dor e, em muitos casos, uma alta mais precoce" , afirmou.
Conforme o especialista, a meta é consolidar essa técnica como padrão para os casos de apendicite e vesícula biliar no hospital. A marca alcançada nos últimos dois meses sinaliza uma nova fase para o HMC, que busca equilibrar a ampliação do acesso ao SUS com a adoção de práticas médicas que garantam melhores desfechos clínicos e bem-estar aos pacientes atendidos na capital mato-grossense.
Fonte: midianews.com.br