Governo de Mato Grosso retoma administração direta do Hospit
Após o encerramento do contrato com a OSS que geria o Hospital Regional de Cáceres, o governo estadual assumiu a administração direta da unidade de saúde.
Após o encerramento do contrato com a OSS que geria o Hospital Regional de Cáceres, o governo estadual assumiu a administração direta da unidade de saúde.
O governo de Mato Grosso oficializou a retomada da gestão do Hospital Regional de Cáceres, localizado a 220 km de Cuiabá. A medida foi necessária após o encerramento do contrato com a Associação Congregação de Santa Catarina, que era responsável pela administração da unidade até o dia 30 de setembro. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), a renovação do vínculo não ocorreu devido à falta de interesse manifestada pela própria entidade gestora.
A transição faz parte de um movimento mais amplo do Executivo estadual na organização da rede hospitalar. Em julho, o governo já havia publicado decretos determinando que a administração dos hospitais regionais de Colíder, Sorriso, Alta Floresta e o Metropolitano de Várzea Grande retornasse ao controle estatal em um prazo de seis meses. Recentemente, um novo decreto incluiu as unidades de Cáceres, Rondonópolis e Sinop em um regime de situação de emergência.
No caso específico de Rondonópolis, a gestão foi transferida emergencialmente para o Instituto Gerir no início de outubro, com validade de seis meses, tempo estipulado para a realização de um novo chamamento público. Em Cáceres, o processo de transição trouxe mudanças imediatas, incluindo a contratação de uma nova empresa para o setor de oncologia, que já iniciou suas atividades com uma nova equipe médica na última segunda-feira (23).
Para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes, o médico Eduardo Marques de Lima, responsável pela empresa que teve o contrato encerrado, firmou um compromisso de acompanhar os pacientes internados sob seus cuidados até a concessão de alta, conforme explicou o diretor técnico da unidade, Hernandez Coutinho. Com isso, os serviços de urgência e emergência, bem como as consultas oncológicas, seguem operando sem interrupções.
Por outro lado, as cirurgias eletivas ambulatoriais foram temporariamente suspensas. A medida visa permitir a conclusão de uma auditoria detalhada que está sendo conduzida no setor. O governo esclareceu que, antes de assumir a gestão direta, consultou os municípios que compõem o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Mato Grosso (CISOMT) sobre o interesse em administrar o hospital, mas não houve aceitação por parte das prefeituras.
Quanto ao quadro de pessoal, a SES-MT informou que a transição foi realizada com o aproveitamento de grande parte da força de trabalho. Dos 473 funcionários que foram desligados pela OSS, cerca de 95% foram readmitidos pela nova gestão, assegurando que o funcionamento do hospital não fosse prejudicado. A unidade também mantém em seu quadro 253 servidores de carreira.
A secretaria pontuou que os profissionais que não foram recontratados tomaram a decisão por vontade própria, optando por manter vínculos com a antiga OSS em outras unidades de saúde da região. Outros casos de não permanência ocorreram devido à falta de documentação exigida para o exercício de cargo público ou por critérios de análise curricular estabelecidos pela nova administração.
O Hospital Regional de Cáceres desempenha um papel estratégico na rede pública de saúde, sendo referência para 22 municípios das regiões Oeste e Sudoeste de Mato Grosso. Além da demanda local e estadual, a unidade também presta assistência a pacientes provenientes da Bolívia.
Fonte: g1.globo.com