Flávio Bolsonaro nega Eduardo chanceler e descarta Jair no
Em sabatina, Flávio Bolsonaro descarta cargos para o pai e irmão em eventual governo. Confira agora os detalhes sobre a economia e polêmicas da campanha.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, declarou nesta sexta-feira (16) que a nomeação de seu pai, Jair Bolsonaro, para cargos em um eventual governo não está no radar . Durante sabatina na TV Globo, o parlamentar também descartou a possibilidade de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, assumir o posto de chanceler.
Flávio enfatizou que o ex-presidente nunca discutiu a ocupação de funções públicas com ele. Segundo o candidato, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, não manifestou interesse em integrar a gestão. O senador destacou que mantém o privilégio de consultar o pai como conselheiro, mas sem envolvimento administrativo.
Sobre Eduardo Bolsonaro, o cenário é de especulação por parte de aliados. O ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde 2025, tem atuado em articulações contra magistrados do STF. Eduardo enfrenta problemas judiciais, incluindo um mandado de prisão emitido recentemente após o trânsito em julgado de um processo por coação.
Flávio Bolsonaro e a pauta trabalhista
Durante a entrevista, o candidato do PL justificou sua mudança de posicionamento sobre o fim da escala 6x1. Após classificar a proposta como oportunista, ele votou favoravelmente ao projeto no plenário. O senador argumentou que sua decisão foi baseada no contato direto com trabalhadores durante sua campanha pelo país.
O candidato reforçou que, caso eleito, não buscará reverter a medida. Além disso, Flávio abordou propostas econômicas e garantiu a manutenção de benefícios sociais:
Não haverá cortes no valor do salário mínimo. Aposentadorias serão preservadas. Gastos mínimos com saúde e educação estão garantidos. O parlamentar rebateu críticas sobre um possível ajuste fiscal de R$ 250 bilhões, classificando as alegações como desinformação. Ele defendeu que o corte de dez ministérios e uma gestão eficiente das estatais seriam os pilares de sua política econômica. Além disso, sugeriu a criação de um fundo com imóveis públicos abandonados para gerar receitas.
O tema da transparência também surgiu durante a sabatina, especificamente sobre o financiamento do filme "Dark Horse". O senador foi questionado sobre o aporte de R$ 65 milhões do Banco Master para a obra, que é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio tratou o repasse como uma negociação privada e comparou o caso a patrocínios de programas televisivos, sem apresentar documentos detalhados.
Por fim, o candidato reiterou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defendeu o impeachment de membros do STF. O cenário eleitoral permanece acirrado, com pesquisa Datafolha indicando um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula. Para acompanhar mais desdobramentos, acesse a nossa categoria de política.
Fonte: midianews.com.br