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Estudo em Rondonópolis investiga a adaptação de araras ao am

Projeto em Rondonópolis monitora o comportamento e a reprodução de araras-canindé que vivem na área urbana, contando com o auxílio da população para localizar n

Projeto em Rondonópolis monitora o comportamento e a reprodução de araras-canindé que vivem na área urbana, contando com o auxílio da população para localizar ninhos.

Uma iniciativa científica voltada ao monitoramento do comportamento de araras em áreas urbanas está em pleno desenvolvimento em Rondonópolis, município localizado a 218 km de Cuiabá. O projeto, batizado de Araras Urbanas na Cidade , dedica-se a compreender de que maneira essas aves estão se adaptando ao meio urbano e como ocorre o seu processo de reprodução.

O mestre em geografia João Copetti Bohrer, um dos responsáveis pela pesquisa, explica que a estratégia central consiste na identificação precisa dos ninhos das araras-canindé. A partir desse mapeamento, será possível realizar um acompanhamento detalhado sobre os hábitos alimentares e as interações sociais dessas aves dentro da cidade.

"Realizaremos uma varredura completa para localizar os ninhos e, na sequência, daremos início à observação comportamental", detalhou Bohrer. A arara-canindé é a espécie predominante na região e, atualmente, não consta na lista de animais ameaçados de extinção.

O projeto, que teve suas atividades iniciadas em abril deste ano, busca integrar a comunidade local ao processo de coleta de dados. A participação dos moradores é considerada fundamental para o sucesso da catalogação dos ninhos, que já contabiliza cerca de nove unidades identificadas pelos pesquisadores até o momento.

O professor de geografia Fabiano Angeoletto reforça que qualquer cidadão de Rondonópolis pode colaborar com o monitoramento. "Os moradores têm a oportunidade de se integrar como voluntários, auxiliando no alistamento e no fornecimento de informações sobre a presença e a movimentação das araras", afirmou.

Sobre os hábitos reprodutivos, Angeoletto esclarece que essa espécie costuma selecionar buracos em troncos de árvores para depositar seus ovos. Os filhotes permanecem sob os cuidados dos pais no ninho por um período que se estende até a 13ª semana de vida, fase em que dependem inteiramente da alimentação trazida pelos adultos.

O especialista destaca ainda que as aves possuem uma preferência por palmeiras mortas para estabelecer seus abrigos. Segundo o professor, é comum observar o retorno das araras aos seus ninhos durante o final do dia, momento que facilita o trabalho de campo dos pesquisadores e voluntários envolvidos no projeto.

Fonte: g1.globo.com