Empresária de Cuiabá é presa em operação da PF contra tráfic
Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi detida na Operação Bóreas; seu irmão, o piloto Márcio Theodoro, já estava preso desde fevereiro com 475 kg de cocaína no T
Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi detida na Operação Bóreas; seu irmão, o piloto Márcio Theodoro, já estava preso desde fevereiro com 475 kg de cocaína no Tocantins.
A empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi presa nesta terça-feira (25), em Cuiabá, durante o cumprimento de mandados da Operação Bóreas . A ação, deflagrada pela Polícia Federal, tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado no transporte aéreo internacional de entorpecentes e armamentos. Além da prisão preventiva, as autoridades também realizaram buscas e apreensões relacionadas à investigada.
O caso ganha contornos de complexidade devido ao envolvimento do irmão da empresária, o piloto Márcio Rabello Mesquita Theodoro. Ele encontra-se detido desde fevereiro de 2025, após ter sido flagrado em Marianópolis, no Tocantins, pilotando uma aeronave que transportava quase meia tonelada de substâncias ilícitas.
A defesa de Thatiana, representada pelo advogado Fernando Faria, contesta a medida judicial. Segundo o defensor, não existem fundamentos sólidos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. O advogado alega que a Polícia Federal baseou parte de suas suspeitas em uma troca de mensagens ocorrida em 2024 entre os dois irmãos, a qual, segundo ele, tratava de assuntos estritamente familiares e sem qualquer conexão com as atividades ilícitas apuradas na operação.
"Acharam lá uma mensagem, uma mensagem de 2024, que ela falou com o irmão dela, de sangue, sobre um assunto que não tem nada a ver com a investigação, nada" , afirmou Fernando Faria, reforçando o pedido de liberdade da cliente. Até o momento, não há confirmação oficial de que Márcio seja um dos alvos diretos da Operação Bóreas.
No cenário empresarial de Mato Grosso, Thatiana é reconhecida por sua atuação como sócia e administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa que gerencia o Tatu Bola Bar, estabelecimento situado na Praça Popular, em Cuiabá. Além disso, seu nome consta no quadro societário das empresas Pietra Rabelo Semijoias e Rabelo Gestão e Produções.
O histórico criminal de Márcio Theodoro é extenso. Sua prisão em fevereiro ocorreu durante uma ofensiva da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO). Na ocasião, ele operava um Cessna 210M, prefixo PS-PIX, carregado com 475 quilos de cloridrato de cocaína e pasta-base, além de pequenas quantidades de maconha e haxixe. A estimativa das autoridades à época era de um prejuízo de R$ 30 milhões ao crime organizado, resultando na prisão de outras quatro pessoas.
As investigações sobre o voo interceptado no Tocantins apontaram que a carga tinha como destino principal os estados de Goiás e Bahia. Em outubro de 2025, a defesa de Márcio tentou reverter a prisão no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando constrangimento ilegal, mas o ministro Luiz Fux negou o pedido, mantendo a custódia.
Márcio responde por uma série de crimes graves, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e uso de documento falso. O piloto já era uma figura conhecida pelas autoridades federais, tendo sido investigado em 2015 na Operação Hybris, que mirou o tráfico internacional de drogas.
Além disso, o nome de Márcio também foi vinculado, no passado, ao sequestro da menina Ida Verônica Feliz, ocorrido em 2013, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Na época, interceptações telefônicas da Polícia Federal teriam registrado conversas entre ele e Ricardo Cosme Silva dos Santos, apontado como o líder da organização criminosa responsável pelo rapto da criança, que posteriormente foi localizada na Itália.
Fonte: midianews.com.br