Aconteceu Notícias

Desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados brasi

Dados da Pnad Contínua mostram que 11 estados registraram taxas de desocupação inferiores aos 5,4% da média nacional no segundo trimestre de 2026.

Dados da Pnad Contínua mostram que 11 estados registraram taxas de desocupação inferiores aos 5,4% da média nacional no segundo trimestre de 2026.

O cenário do mercado de trabalho brasileiro apresentou resultados distintos entre as unidades da federação no segundo trimestre de 2026. Segundo levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), 11 estados encerraram o período com taxas de desemprego inferiores à média nacional, que foi de 5,4%.

O levantamento detalha que, em cinco dessas localidades, o índice de desocupação é ainda mais expressivo, situando-se abaixo de 3%. O analista do IBGE, William Kratochwill, aponta que essa disparidade regional é reflexo direto de fatores estruturais, como o grau de industrialização, o dinamismo da atividade econômica local e o nível de escolaridade da população de cada região.

Kratochwill destaca que estados como Santa Catarina e, de forma geral, a região Sul, exibem indicadores de mercado de trabalho muito mais robustos quando comparados aos estados situados nas regiões Norte e Nordeste do país. Na média nacional, a taxa de 5,4% registrada no segundo trimestre representa um recuo significativo em relação aos 6,1% observados nos três primeiros meses do ano.

Ao analisar o desempenho das unidades da federação, o estudo aponta que o desemprego recuou em 13 localidades, enquanto as demais mantiveram estabilidade. A metodologia do IBGE para a Pnad Contínua abrange pessoas com 14 anos ou mais, contabilizando todas as modalidades de ocupação, incluindo trabalhadores com ou sem carteira assinada, profissionais autônomos e trabalhadores temporários.

Para ser classificado como desocupado segundo os critérios do instituto, o indivíduo deve ter buscado ativamente por uma oportunidade de trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. A pesquisa possui uma abrangência ampla, visitando 211 mil domicílios em todo o território nacional, incluindo o Distrito Federal.

Um dado relevante trazido pela Pnad é a redução do chamado desemprego de longa duração. Cerca de 1,06 milhão de pessoas encontravam-se em busca de uma vaga há dois anos ou mais, o menor contingente já registrado desde o início da série histórica, em 2012. Em comparação ao mesmo período de 2025, houve uma queda de 15,6% nesse grupo específico.

A análise por recortes demográficos revela que o desemprego entre os homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto a taxa entre as mulheres (6,4%) superou o índice geral. Quando observados os dados por cor ou raça, a desocupação entre pretos (6,9%) e pardos (6,1%) permanece acima da média, ao passo que entre os brancos (4,2%) o índice encontra-se abaixo do patamar nacional.

Vale ressaltar que, embora o IBGE não utilize o termo "negro" em suas estatísticas, o Estatuto da Igualdade Racial considera como população negra o conjunto formado por pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. Esses indicadores reforçam a necessidade de políticas públicas focadas em reduzir as desigualdades estruturais que ainda persistem no mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: jornaldematogrosso.com.br