Daniel Vorcaro Gilmar Mendes: encontro e votação no STF
Daniel Vorcaro Gilmar Mendes: O ex-banqueiro Daniel Vorcaro reuniu-se com Gilmar Mendes por pauta bilionária. Confira como o ministro votou nos processos do.
Daniel Vorcaro Gilmar Mendes — O ex-banqueiro Daniel Vorcaro buscou Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2024, visando obter apoio em uma pauta bilionária. O encontro, que ganhou repercussão nacional, ocorreu no gabinete do magistrado em Brasília, contando com a presença de representantes jurídicos do Banco Master.
A reunião aconteceu pouco antes de julgamentos cruciais envolvendo o setor sucroalcooleiro. Segundo informações oficiais, o atendimento seguiu os trâmites institucionais previstos na Lei 8.906/1994, que garante aos advogados o direito de audiência com magistrados. Contudo, o desfecho dos processos judiciais seguiu um caminho distinto das expectativas do setor.
Daniel Vorcaro Gilmar Mendes
Apesar da audiência solicitada, o ministro Gilmar Mendes manteve uma postura contrária aos interesses defendidos por Vorcaro em diversos processos. O magistrado votou sistematicamente contra o pagamento de precatórios que beneficiariam empresas do setor sucroalcooleiro, alinhando-se, em várias ocasiões, às teses defendidas pela União.
A trajetória de votações do ministro no STF reflete uma análise técnica dos casos, mesmo após o contato institucional. Confira abaixo alguns dos processos em que o ministro se posicionou contra os interesses do Banco Master:
ARE 1327995: Julgado em junho de 2025, o ministro votou contra o pagamento do precatório da Destilaria Alcídia S/A. ARE 1312127: Em setembro de 2024, o ministro votou contra a Raízen, garantindo vitória para a União. ARE 1392660: Em dois momentos distintos, o magistrado votou contra o pagamento à usina Jalles Machado. Além disso, o ministro destacou que não possui conhecimento sobre eventuais tratativas privadas entre o banqueiro e terceiros. O encontro teria sido intermediado pelo empresário Chiquinho Feitosa, ex-cunhado de Gilmar Mendes. O gabinete do ministro reforçou que ele não responde por relações profissionais ou particulares de ex-parentes.
Em nota, a assessoria do ministro enfatizou que a audiência ocorreu em ambiente oficial e não privado. Portanto, o recebimento dos advogados cumpriu estritamente as prerrogativas da advocacia. O magistrado reiterou que, em nenhum dos processos citados, houve voto favorável aos interesses apontados pela reportagem.
Para acompanhar mais desdobramentos sobre o Judiciário brasileiro, confira as últimas notícias em nossa categoria dedicada ao tema. O monitoramento das decisões da Segunda Turma do STF permanece como um ponto de atenção para o mercado financeiro e o setor sucroalcooleiro.
Fonte: rdnews.com.br