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Crise da habitação leva quase 500 mil pessoas às ruas em

Cerca de 500 mil pessoas protestam em Madrid contra a crise da habitação. Entenda as reivindicações e o impacto político na Espanha. Confira agora.

Cerca de 500 mil manifestantes protestaram em Madrid contra a crise da habitação. O movimento exige redução de aluguéis e medidas contra fundos imobiliários.

A crise da habitação levou cerca de 500 mil pessoas às ruas de Madrid neste sábado, em uma demonstração massiva de descontentamento social. Os manifestantes iniciaram o percurso ao meio-dia, partindo de quatro pontos distintos da capital espanhola, incluindo a Glorieta de Emilio Castelar e a Praça de Espanha, para convergir na Praça de Cibeles.

O clima na capital foi de mobilização intensa, com participantes exibindo cartazes que pediam uma "Greve geral" e entoando palavras de ordem contra o rentismo. O protesto ocorreu de forma pacífica sob vigilância policial, mantendo o foco nas reivindicações do Sindicato de Inquilinas, que exige mudanças estruturais no mercado imobiliário.

Reivindicações na crise da habitação

Além disso, O movimento defende medidas urgentes para conter a escalada dos preços e garantir o direito à moradia digna. Entre as principais pautas apresentadas pelos organizadores, destacam-se:

Redução imediata de 50% no valor dos aluguéis. Implementação de contratos de locação sem prazo determinado. Expropriação de imóveis pertencentes a chamados "fundos-abutre". Valeria Racu, porta-voz do sindicato, afirmou que uma greve geral está sendo negociada com outras organizações, embora ainda não haja uma data definida. Por outro lado, Antonio Garamendi, presidente da CEOE, classificou uma possível paralisação como ilegal, prometendo tomar medidas caso ela se concretize.

Portanto, A tensão também foi registrada em outras regiões. Em Valência, manifestantes entraram em confronto com a polícia ao protestarem em frente ao congresso de investimentos imobiliários Valencia Real Estate Summit 2026. Houve uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha após a invasão de vedações por parte do público.

Além de Madrid e Valência, diversas cidades espanholas registraram atos, como Donostia, Cádis, Barcelona e Las Palmas de Gran Canaria. Em Barcelona, o acampamento montado por ativistas mantém a intenção de permanência por tempo indeterminado, reforçando o desejo de uma greve nacional.

O cenário político nacional é igualmente instável. Na última sexta-feira, o Congresso rejeitou dois decretos de habitação apresentados pelo governo, com votos contrários do PP, Vox, UPN e a abstenção estratégica do Junts. O primeiro decreto foi derrotado por 178 votos contra 172.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez criticou duramente a oposição após a derrota parlamentar, sugerindo que a história os julgará com rigor. Agora, o governo avalia a possibilidade de antecipação eleitoral, enquanto a oposição pressiona por novas eleições e o Junts solicita novas rodadas de negociação.

Enquanto o impasse político persiste, a situação nas ruas permanece tensa. Na Puerta del Sol, cerca de 2.000 pessoas completam a sétima noite de acampamento. O movimento ganhou força após o despejo de Maricarmen, uma idosa de 87 anos, que se tornou o símbolo da atual crise habitacional no país. Para mais informações sobre o cenário político, acompanhe as últimas notícias .

Fonte: pt.euronews.com