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Com respaldo de Pivetta, Gisela Simona busca diálogo sobre R

Candidata a vice-governadora, Gisela Simona afirma ter autonomia para negociar o passivo da RGA com o funcionalismo, evitando promessas populistas e focando em

Candidata a vice-governadora, Gisela Simona afirma ter autonomia para negociar o passivo da RGA com o funcionalismo, evitando promessas populistas e focando em viabilidade.

A candidata a vice-governadora, Gisela Simona (UB), assegura ter recebido o aval do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para estruturar uma proposta realista voltada à recomposição do passivo da Revisão Geral Anual (RGA), acumulado durante os anos de pandemia. Além da questão salarial, a postulante aponta que há margem para debater a abertura de novos concursos públicos e outras demandas de valorização do funcionalismo estadual.

Em entrevista recente, Gisela enfatizou que a estratégia de sua chapa é pautada pela responsabilidade fiscal. Segundo ela, a postura de sua campanha se diferencia de outros candidatos que têm prometido o pagamento integral do passivo de forma imediata. A candidata reforçou que não pretende adotar um discurso populista, uma vez que a viabilidade financeira precisa ser rigorosamente analisada antes de qualquer compromisso oficial.

A candidata ressaltou que a definição sobre o pagamento — se será integral, parcelado ou em quais prazos — depende de estudos técnicos detalhados e de um consenso entre o governo e as categorias. O principal adversário de Pivetta na disputa, o senador Wellington Fagundes (PL), tem adotado uma linha diferente, prometendo quitar a dívida com os servidores de forma integral.

Como servidora pública de carreira, Gisela demonstra compreender a sensibilidade do tema. Ela recorda que o assunto foi debatido diversas vezes durante a gestão de Mauro Mendes (UB), período em que Pivetta ocupava o cargo de vice-governador. Naquela ocasião, as tratativas não prosperaram, pois o governo estadual sustentava que o não pagamento estava respaldado pela legislação federal da época e que não havia margem orçamentária para concessões.

Atualmente, os servidores reivindicam o pagamento de um passivo que supera os 19%, montante que se refere ao período em que os vencimentos ficaram congelados devido às restrições impostas por leis federais durante a crise sanitária. Gisela reconhece a angústia da categoria e promete que, caso eleita, o governo manterá um canal aberto de diálogo para buscar soluções equilibradas.

Para viabilizar essas discussões, a candidata detalhou que obteve autorização para instituir uma Câmara de Negociação. O objetivo desse grupo será realizar um levantamento econômico minucioso sobre todas as pautas que envolvem o funcionalismo público. Essa estrutura, segundo ela, servirá para entender a real dimensão dos problemas e encontrar caminhos que sejam sustentáveis para o Estado e justos para os trabalhadores.

Gisela reforça autonomia para negociar

A candidata reiterou que possui autonomia plena para conduzir essas conversas. A ideia central é evitar promessas vazias e focar em um planejamento que considere a realidade das contas públicas. “Nós estamos com essa autonomia para poder conversar, entender o problema e buscar soluções para que a gente faça aquilo que seja bom para todos” , concluiu a candidata durante sua agenda de entrevistas.

Fonte: rdnews.com.br