CIPEM e IBAMA debatem projeto de rastreabilidade da madeira
O CIPEM e IBAMA debatem projeto para rastreabilidade de madeira nobre em Mato Grosso. Confira agora os detalhes sobre o cumprimento das normas da CITES.
CIPEM e IBAMA debatem projeto: O CIPEM apresentou ao IBAMA um projeto pioneiro para aprimorar a identificação e rastreabilidade de madeiras nobres, visando o cumprimento de normas internacionais.
O CIPEM e IBAMA debatem projeto inovador que visa elevar o controle e a rastreabilidade da madeira produzida em Mato Grosso. A proposta foi apresentada na sede do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) durante reunião com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF).
O objetivo central da iniciativa é alinhar o setor às exigências da Instrução Normativa nº 28/2024 do IBAMA. Além disso, o projeto busca fortalecer o cumprimento dos requisitos da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). Dessa forma, o estado reforça seu compromisso com a legalidade e a transparência no mercado global.
CIPEM e IBAMA debatem projeto
O foco da proposta recai sobre três espécies de madeiras nobres de grande relevância econômica para a região: Ipê, Cumaru e Cedro-Rosa. Todas integram o Anexo II da CITES, o que exige rigor absoluto na comprovação de origem. O projeto prevê mecanismos técnicos para garantir a segurança desde a coleta do material botânico até a exportação final.
Entre as ações estratégicas planejadas pelo setor, destacam-se:
Implantação de dois postos avançados equipados com xilotecas para referência anatômica. Capacitação técnica intensiva para profissionais responsáveis pela identificação das espécies. Coordenação científica realizada pela UFRA em parceria com a UNEMAT, nos campi de Alta Floresta e Sinop. O presidente do CIPEM, Gleisson Omar Tagliari, enfatizou que a iniciativa visa evitar erros que possam prejudicar a reputação da produção florestal mato-grossense. Portanto, o diálogo constante com órgãos de controle é fundamental para oferecer segurança jurídica aos produtores que atuam dentro da lei. Você pode acompanhar outras últimas notícias sobre o setor em nossa página.
Allan Valezi, coordenador-geral do IBAMA, destacou que o avanço técnico na identificação das espécies é uma exigência da CITES. Segundo ele, embora o processo represente um desafio para o setor produtivo, ele é essencial para a sustentabilidade da atividade. A correta identificação científica garante que as espécies sejam manejadas de forma responsável, assegurando renda em futuros ciclos de corte.
A proposta foi recebida positivamente pela equipe do IBAMA, que inclui a superintendente Cibele Xavier, o chefe da DITEC, Gabriel Cardoso, e a coordenadora Fernanda Simões. O órgão realizará uma avaliação interna para definir os próximos passos de uma possível parceria institucional. O alinhamento técnico é visto como um passo necessário para a implementação eficiente da IN 28/2024.
Rafael Mason, presidente do FNBF, também participou das discussões e reforçou a importância da construção conjunta entre o setor produtivo e os órgãos fiscalizadores. Ele mencionou que o diálogo é essencial para superar desafios, como as recentes mudanças de entendimento do IBGE sobre a classificação de áreas florestais. Por fim, o setor reafirma seu compromisso com a manutenção da floresta em pé e o desenvolvimento econômico sustentável.
Fonte: noticiaexata.com.br