Aconteceu Notícias

Carteira digital da UE: 24 países não devem cumprir prazo

carteira digital da UE: A maioria dos países da UE não entregará a carteira digital até 2026. Entenda os prazos, as funcionalidades e os desafios de.

A carteira digital da UE enfrenta desafios significativos, com 24 dos 27 Estados-membros da União Europeia impossibilitados de cumprir o prazo estabelecido para o final de 2026. A iniciativa visa oferecer uma ferramenta certificada para a gestão de documentos pessoais no bloco.

Antes da data limite, diversos projetos-piloto financiados pela União Europeia testaram a tecnologia. Essas iniciativas envolveram 350 organizações, resultando na emissão de mais de 1.500 credenciais digitais e na execução de mais de 8.000 transações transfronteiriças.

Status da carteira digital da UE nos países

A implementação do sistema ocorre em ritmos distintos entre as nações europeias. Enquanto alguns países avançam, outros enfrentam atrasos legislativos ou técnicos. Veja o panorama atual:

Itália: Lidera o processo com cerca de 8 milhões de usuários mensais. Alemanha: O lançamento oficial está previsto apenas para janeiro de 2027. Países Baixos: Adiaram a introdução para o fim de 2027 após um piloto com apenas 57 usuários. Bulgária: O país ainda trabalha na estruturação da legislação necessária. A ferramenta será gratuita e permitirá o armazenamento de diversos documentos. Entre os itens suportados estão cartões de identificação nacionais, cartas de motorista, diplomas acadêmicos, seguros de saúde e dados bancários. O uso da carteira é opcional, mantendo a validade dos documentos físicos.

Para garantir a segurança dos cidadãos, o projeto utiliza três mecanismos principais de proteção. São eles a divulgação seletiva, a impossibilidade de correlação de dados e a ocultação do emissor. Dessa forma, o sistema busca preservar a privacidade dos usuários.

As empresas privadas terão obrigatoriedade de aceitar a carteira até 24 de dezembro de 2027. Contudo, o setor bancário precisará se adaptar mais cedo, a partir de julho de 2027, devido às normas de combate ao branqueamento de capitais.

Por outro lado, o grupo de direitos digitais EDRi expressou preocupações relevantes. A entidade critica propostas que poderiam exigir reconhecimento facial, alegando que tais medidas reduziriam a proteção da privacidade. Para mais informações, acesse a nossa categoria de notícias.

Fonte: pt.euronews.com