Angeliquinha: liderança de facção é presa na Bolívia
Angeliquinha, foragida da Justiça de Mato Grosso e líder de facção, foi presa na Bolívia. Confira os detalhes desta operação policial agora.
Apontada como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, a Angeliquinha, foi capturada na Bolívia após meses foragida da Justiça.
A foragida Angeliquinha , identificada como Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, foi presa nesta terça-feira (22) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A operação que resultou na captura da mulher, apontada como liderança do Comando Vermelho em Alta Floresta e Nova Bandeirantes, envolveu forças de segurança de Mato Grosso e autoridades bolivianas.
A prisão encerra um período de buscas que teve início em agosto de 2025. Naquela data, a detenta escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, acompanhada por outra interna, Jéssica Leal da Silva. Desde a fuga, a criminosa era considerada uma das foragidas mais procuradas da região norte do estado.
Prisão de Angeliquinha na Bolívia
Além disso, O trabalho de inteligência foi coordenado pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, com apoio da Dracco, GCCO, Polinter e da Polícia Boliviana. Contra a mulher, pesam seis mandados de prisão em aberto e uma condenação que, somada, ultrapassa os 260 anos de reclusão.
Antes de sua fuga, Angélica já enfrentava uma sentença severa imposta pelo Tribunal do Júri. Em março de 2025, ela foi condenada a quase 100 anos de prisão pelo envolvimento em crimes graves ocorridos no norte mato-grossense.
Portanto, Os detalhes do histórico criminal incluem:
Condenação de 99 anos e 11 meses pelo assassinato de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde, em 2022. Envolvimento em esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e jogos de azar. Movimentação financeira superior a R$ 20 milhões, conforme apurado pela Operação Showdown. A Operação Showdown, deflagrada em março de 2026, revelou a extensão das atividades criminosas do grupo liderado por ela. Na ocasião, diversos familiares da foragida foram alvos de mandados judiciais, e a Justiça manteve a prisão preventiva de vários envolvidos, incluindo seu genro.
As vítimas dos homicídios pelos quais Angélica foi condenada eram trabalhadores que migraram do Paraná para Mato Grosso. A investigação concluiu que o grupo criminoso os executou após associá-los erroneamente a uma facção rival.
Atualmente, as autoridades aguardam os trâmites diplomáticos e legais para viabilizar o retorno da presa ao Brasil. O caso segue sob monitoramento das forças de segurança estaduais. Para acompanhar outros desdobramentos, acesse a nossa categoria de notícias policiais.
Fonte: noticiaexata.com.br