Aconteceu Notícias

ÁGUA SEM SOLUÇÃO: APÓS OITO ANOS, GOVERNO DE MAURO E PIVETTA DEIXA CRISE DE ABASTECIMENTO EM VÁRZEA GRANDE

Os R$ 26,9 milhões destinados à construção de uma ETA, não foram suficientes e cidade continua enfrentando problemas no abastecimento e baixa cobertura de esgot

Os R$ 26,9 milhões destinados à construção de uma ETA, não foram suficientes e cidade continua enfrentando problemas no abastecimento e baixa cobertura de esgoto.

Depois de mais de sete anos do governo Mauro Mendes e, agora, meses sob o comando de Otaviano Pivetta, Várzea Grande continua convivendo com um problema básico: a falta de água. Durante a gestão Mauro, o Estado destinou R$ 26,9 milhões, com contrapartida municipal, para a construção da ETA Barra do Pari, entregue em fevereiro de 2024. O investimento ampliou a capacidade de tratamento, mas não resolveu o problema do abastecimento na cidade.

O diagnóstico técnico da Fipe mostra a dimensão do problema. Várzea Grande possui cobertura de rede de água para 97,6% da população, mas cerca de 60% da água é perdida na distribuição, além de problemas de baixa pressão, vazamentos e irregularidade no fornecimento. O próprio diagnóstico aponta que são necessárias intervenções em estações de tratamento, sistemas de reservação e na rede de distribuição.

No saneamento, o cenário é ainda mais preocupante. O levantamento aponta que apenas 19,1% da população tinha acesso à coleta de esgoto e 16,6% à coleta e tratamento. Em agosto de 2026, audiência pública do município voltou a apontar a necessidade de investimentos bilionários para enfrentar os problemas históricos de água e esgoto, com estimativa de até R$ 1,3 bilhão para regularizar o abastecimento.

O contraste chama atenção: depois de anos no comando do Estado, a solução definitiva para a água de Várzea Grande continua sendo anunciada e discutida. Já em 2026, a cidade precisou avançar com um novo Plano Municipal de Saneamento Básico e estudos para definir o futuro da prestação dos serviços. O diagnóstico apresentado pela própria Prefeitura reconhece problemas estruturais que permanecem sem solução.

A pergunta que fica para a população é simples: se depois de oito anos e de R$ 26,9 milhões destinados à ETA o problema continua, por que a solução só aparece novamente agora, às vésperas da eleição? Água não pode ser promessa de campanha. Várzea Grande, precisa de planejamento, investimento e resultado na ponta, onde as pessoas vivem. A população não pode viver de anúncio de última hora.