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Acrobata russa processa Cirque du Soleil e pede indenização

A artista Mariia Konfektova sofreu 11 fraturas após cair de uma altura de 4,5 metros durante um espetáculo em Portland, nos Estados Unidos, em 2024.

A artista Mariia Konfektova sofreu 11 fraturas após cair de uma altura de 4,5 metros durante um espetáculo em Portland, nos Estados Unidos, em 2024.

A renomada companhia Cirque du Soleil enfrenta uma ação judicial movida pela acrobata russa Mariia Konfektova. A artista busca uma reparação financeira de 12 milhões de libras, valor que equivale a aproximadamente R$ 84 milhões, em decorrência de um grave acidente ocorrido durante uma apresentação em Portland, nos Estados Unidos, no ano de 2024.

O incidente aconteceu enquanto Konfektova realizava uma performance em um aro. Segundo os relatos, a acrobata perdeu o equilíbrio e despencou de uma altura de 4,5 metros. O impacto foi agravado pela ausência de redes de proteção ou qualquer outro dispositivo de segurança sob a estrutura, o que resultou em uma queda direta contra o solo.

As consequências físicas para a artista foram severas. O diagnóstico médico apontou a ocorrência de 11 fraturas distintas, além de uma concussão. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou ser submetida a uma série de procedimentos cirúrgicos complexos para tentar recuperar sua integridade física.

Em sua petição inicial, a acrobata alega que ainda lida com sequelas decorrentes do acidente. Essas limitações físicas impedem que ela retorne às suas atividades profissionais, comprometendo sua carreira e subsistência. A denúncia, que foi detalhada pelo jornal The Oregonian , aponta falhas graves na gestão de segurança do espetáculo.

Konfektova afirma que a companhia não disponibilizou equipamentos adequados para minimizar os impactos de eventuais quedas. Além disso, a artista sustenta que havia manifestado preocupações formais aos responsáveis sobre a segurança da estrutura utilizada antes mesmo do início da apresentação que culminou na tragédia.

Na época em que o acidente ocorreu, a assessoria do Cirque du Soleil se manifestou publicamente, declarando que a acrobata estava recebendo todo o suporte necessário e que sua recuperação era acompanhada de perto por uma equipe médica especializada.

O processo agora segue os trâmites legais na justiça americana, onde a defesa da artista busca responsabilizar a empresa pela negligência apontada. O caso reacende o debate sobre os protocolos de segurança em espetáculos de alta periculosidade realizados pela trupe circense ao redor do mundo.

Fonte: midianews.com.br