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Capacitação em Meliponicultura fortalece apicultura em Alta

A 14ª Capacitação em Meliponicultura em Alta Floresta capacita produtores no manejo de abelhas sem ferrão. Confira agora os resultados e benefícios.

A 14ª Capacitação em Meliponicultura da Amazônia Mato-Grossense foi realizada recentemente em Alta Floresta. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SMMADS), buscou fomentar a criação sustentável de abelhas nativas sem ferrão na região.

O evento contou com a colaboração estratégica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop, e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), campus de Alta Floresta. O encontro reuniu especialistas, acadêmicos e produtores rurais para a troca de conhecimentos técnicos.

Aprimoramento técnico na 14ª Capacitação em Meliponicultura

Além disso, A programação foi estruturada em dois momentos distintos. Pela manhã, os participantes absorveram conceitos teóricos sobre o manejo, manutenção de colônias e métodos de multiplicação. À tarde, o Meliponário Municipal sediou as atividades práticas, permitindo o contato direto com as espécies.

Sob orientação de professores e técnicos, os alunos aprenderam procedimentos essenciais para o crescimento do negócio. Entre os tópicos abordados, destacam-se:

Técnicas de divisão de colônias para expansão do meliponário; Boas práticas de extração higiênica de mel e derivados; Aproveitamento comercial do pólen armazenado (saburá); Protocolos de segurança alimentar e sanitária. Portanto, O acadêmico de Medicina Veterinária da UFMT, Elvis Franco, ressaltou a relevância da prática. Segundo ele, a vivência no campo é fundamental para que os criadores consigam multiplicar seus enxames com segurança no futuro.

A professora doutora Carmen Wobeto, da UFMT, enfatizou o potencial econômico da atividade para a agricultura familiar. Ela explicou que a meliponicultura permite a diversificação da renda rural, agregando valor à propriedade por meio da comercialização de produtos apícolas.

Além do viés financeiro, a criação de abelhas nativas é vital para o ecossistema. A polinização realizada por esses insetos favorece diretamente a biodiversidade local e aumenta a produtividade de diversas culturas agrícolas na região.

O sucesso da iniciativa pode ser observado em relatos de participantes de edições anteriores. Júlio César Ferreira, por exemplo, viu sua criação saltar de duas para cerca de 50 caixas em três anos, aplicando as técnicas aprendidas em cursos municipais.

Da mesma forma, Marcelo Brandão expandiu seu negócio de uma para 25 colmeias. Ele destaca que, além do retorno financeiro, a atividade promove uma conexão profunda com a natureza e contribui para a preservação ambiental no município.

A Prefeitura de Alta Floresta reafirma, com essa ação, seu compromisso com a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável. A integração entre o poder público e as instituições de ensino fortalece o empreendedorismo local e a proteção da biodiversidade amazônica. Para mais informações sobre o setor, acompanhe as últimas notícias em nosso portal.

Fonte: noticiaexata.com.br